Cuiabá, 16 de Junho de 2024

JUDICIÁRIO Quinta-feira, 14 de Abril de 2022, 17:47 - A | A

14 de Abril de 2022, 17h:47 - A | A

JUDICIÁRIO / OPERAÇÃO COVERAGE

Julgamento de Paccola por ter inserido dados falsos em sistema de armas é marcado para abril

Thays Amorim
Única News



O juiz Marcos Faleiros da Silva, da 11ª Vara Militar de Cuiabá, designou para o dia 26 de abril o julgamento do vereador por Cuiabá, o tenente-coronel Marcos Paccola (Republicanos), por falsidade ideológica, após inserir uma informação falsa para alterar o cadastro de uma arma de fogo. O despacho foi assinado na última quarta-feira (13).

A denúncia, do Ministério Público Estadual (MPE), foi assinada pelo promotor de Justiça Henrique Amaral Motta, da 13ª Promotoria Criminal da Capital. No final da ação, o promotor cita a possibilidade da exclusão de Paccola da Polícia Militar, com a eventual perda de patente.

LEIA MAIS: MPE pede condenação de Paccola por falsidade ideológica e possível exclusão da PM

Paccola foi alvo da Operação Coverage, que investigou o caso, e chegou a ser preso no dia 09 de setembro de 2019. Entretanto, a prisão foi revogada pelo juiz João Bosco Soares da Silva no dia 13 do mesmo mês.

As declarações do MPE constam em um memorial ajuizado no fim de novembro do ano passado. Segundo a denúncia, Paccola, em conjunto com os denunciados Tenente PM Cléber de Souza Ferreira e o Sgt Berison Costa e Silva, teriam atuado entre os meses de maio a agosto para falsificar a verdadeira origem, propriedade e posse de uma Glock calibre 9mm.

A pistola pertencia ao tenente Cléber, acusado de participar de um grupo de extermínio denominado “Mercenários”. Os militares citados teriam inserido dados falsos no Sistema de Registro e Gerenciamento de Arma de Fogo da PMMT, para impedir a sua verdadeira identificação. A Glock em questão teria sido utilizada em alguns crimes de homicídio, apurados em inquéritos policiais.

A arma, que foi adquirida em 2015 pelo tenente Cléber de Souza Ferreira, foi adulterada em nome da Polícia Militar, fazendo crer que seria parte do patrimônio do efetivo.

“No entanto, tal informação não procede, uma vez que, segundo o Exército Brasileiro, a arma de fogo número de série BFY608 foi adquirida pelo cidadão Cléber de Souza Ferreira”, aponta o MP.

Em nota, encaminhada no mês de janeiro deste ano, Paccola admitiu ter alterado os dados no Sistema de Registro e Gerenciamento de Arma de Fogo da PMMT para evitar a condenação do tenente Cléber de Souza Ferreira. Paccola afirmou que assumiu a autoria do ato à Corregedoria da PM e do MPE.

O parlamentar disse que alterou as informações para evitar que o tenente “fosse incriminado por algo que eu tinha certeza absoluta que ele não havia cometido, nem tampouco participado”.

LEIA MAIS: Paccola admite ter inserido dados falsos para evitar que tenente fosse condenado

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