Cuiabá, 16 de Junho de 2024

JUDICIÁRIO Terça-feira, 04 de Janeiro de 2022, 16:03 - A | A

04 de Janeiro de 2022, 16h:03 - A | A

JUDICIÁRIO / OPERAÇÃO COVERAGE

MPE pede condenação de Paccola por falsidade ideológica e possível exclusão da PM

Thays Amorim
Única News



O promotor de Justiça Henrique Amaral Motta, da 13ª Promotoria Criminal da Capital, pediu a condenação do vereador por Cuiabá, o tenente-coronel Paccola, por falsidade ideológica após supostamente inserir uma informação inverídica para alterar o cadastro de uma arma de fogo. No final da ação, o promotor cita a possibilidade da exclusão de Paccola da Polícia Militar, com a eventual perda de patente.

Paccola foi alvo da Operação Coverage, que investigou o caso, e chegou a ser preso no dia 09 de setembro de 2019. Entretanto, a prisão foi revogada pelo juiz João Bosco Soares da Silva no dia 13 do mesmo mês.

As declarações do Ministério Público Estadual (MPMT) constam e um memorial, ajuizado no fim de novembro. Consta na denúncia que Paccola, em conjunto com os denunciados Tenente PM Cléber de Souza Ferreira e o Sgt Berison Costa e Silva, teriam atuado entre os meses de maio a agosto para falsificar a verdadeira origem, propriedade e posse de uma Glock calibre 9mm.

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A pistola pertencia ao tenente Cléber, acusado de participar de um grupo de extermínio denominado “Mercenários”. Os militares citados teriam inserido dados falsos no Sistema de Registro e Gerenciamento de Arma de Fogo da PMMT, para impedir a sua verdadeira identificação. A Glock em questão teria sido utilizada em alguns crimes de homicídio, apurados em inquéritos policiais.

A arma, que foi adquirida em 2015 pelo tenente Cléber de Souza Ferreira, foi adulterada em nome da Polícia Militar, fazendo crer que seria parte do patrimônio do efetivo.

“No entanto, tal informação não procede, uma vez que, segundo o Exército Brasileiro, a arma de fogo número de série BFY608 foi adquirida pelo cidadão Cléber de Souza Ferreira”, aponta o MP.

O promotor ressalta que o crime de falsidade ideológica, “no caso vertente, restou devidamente caracterizada, não apenas pelos elementos de informação colhidos durante a fase investigativa, mas, também, pelas provas produzidas no desenvolver da instrução em juízo”.

Por outro lado, em relação aos supostos crimes de organização criminosa, obstrução de Justiça e fraude processual, o promotor pediu a absolvição de Cléber, Paccola, o Sgt. Berison, Tenente Thiago Satiro Albino e o Tenente Sada Ribeiro Parreira.

A perda de patente e exclusão da PM pode ocorrer apenas após a condenação dos réus, com trânsito em julgado, caso o Procurador-Geral de Justiça oferte uma representação.

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