Cuiabá, 19 de Maio de 2024

POLÍCIA Quarta-feira, 28 de Junho de 2017, 16:16 - A | A

28 de Junho de 2017, 16h:16 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO CONVESCOTE

Contabilista confirma que abriu empresa fantasma para emitir notas à Faespe

Da redação



Reprodução / Internet

 

Em depoimento ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), o técnico de contabilidade Marcos Antônio de Souza, sócio proprietário da empresa Euro Serviços Contábeis, afirmou que foi procurado por Jocilene Rodrigues de Assunção, em 2015, para aconselhamento e posteriormente para trabalho.

 

Na ocasião, a representante da Faespe solicitou orientação para como proceder em relação à forma de contratação de prestadores de serviços. Marcos declarou que sua orientação para "baixar o custo da prestação de serviço" seria a “contratação de pessoa jurídica”.

 

Após o conselho, Jocilene retornou ao escritório e pediu a abertura de uma empresa em seu nome, J. Rodrigues de Assunção. Depois, ele também foi procurado por Lázaro Romualdo Gonçalves de Amorim e Hallan Gonçalves de Freitas para constituir as empresas L. R. G de Amorim e H G de Freitas me, respectivamente. Enquanto, José Carias da Silva Neto e Luiz Benvenutti Castelo Branco o procuraram para regularizar as microempresas que já estavam em seus nomes.

 

Depois das aberturas, o escritório ficou responsável pelos serviços contábeis dessas empresas, recebendo, em média, R$200,00 a R$250,00 por mês de cada empresa. Segundo Marcos, Jocilene ainda teria o procurado para passar um trabalho de montagem de prestação de contas, que ele não aceitou pois não possuía recursos humanos. 

 

No entanto, sua namorada na época, Franciele Paula Costa, aceitou o pedido e constituiu a empresa F P DA Costa epp, da qual Marcos era o procurador.

 

Em depoimentos, o técnico ainda relatou que foi procurado por Jocilene em algumas ocasiões para emitir, em nome das empresas Euro Serviços Contábeis e F P da Costa EPP, notas fiscais com valores superfaturados. Na ocasião, Jocilene ficou encarregada de efetuar a compensação do pagamento dos impostos.

 

Segundo Marcos, o dinheiro que chegava a sua conta ou a conta da FP da Costa EPP, era sacado na boca do caixa. A soma que era devolvida Jocilene, que garantia vincular o valor aos convênios da Faespe. 

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