Cuiabá, 15 de Junho de 2024

POLÍCIA Terça-feira, 16 de Abril de 2024, 16:47 - A | A

16 de Abril de 2024, 16h:47 - A | A

POLÍCIA / CASO ROBERTO ZAMPIERI

Polícia Civil apreende celulares de casal apontado como mandante da morte de advogado

Segundo as investigações, casal teria trocado de aparelho celular logo após o crime.

Ari Miranda
Única News



Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá cumpriram um mandado de busca e apreensão dos celulares de Aníbal Manoel Laurindo, e da esposa dele, Elenice Balarotti Laurindo, apontados como possíveis mandantes da execução do advogado Roberto Zampieri (56). A ordem judicial foi cumprida na última sexta-feira (12), em um endereço do casal, na cidade de Rondonópolis (218 Km de Cuiabá).

Roberto Zampieri foi morto com 10 tiros na frente do seu escritório, em 5 de dezembro do ano passado, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, pelo executor do crime, o pistoleiro Antônio Gomes (56).

Na ação deflagrada no final da semana passada, os investigadores da DHPP apreenderam os celulares do casal, porém, os policiais contataram que o casal já havia trocado os aparelhos, que são diferentes dos utilizados por Aníbal e Elenice à época do crime.

Após a busca e apreensão em Rondonópolis, os dois foram encaminhados à DHPP em Cuiabá para serem interrogados. Contudo, utilizaram o direito de permanecerem em silêncio.

Contudo, durante as oitivas, os advogados do casal apresentaram o aparelho celular utilizado por Elenice na época do homicídio. Já o aparelho de Aníbal não foi localizado.

DISPUTA DE TERRAS

Uma disputa de terras na cidade de Paranatinga (384 Km de Cuiabá), estimada em R$ 6 milhões, teria sido a causa do assassinato de Roberto Zampieri. A informação foi repassada à imprensa pelo delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, no início do mês de março, ocasião em que Aníbel Laurindo se apresentou na delegacia.

O fazendeiro chegou a ficar preso na DHPP Cuiabá, porém foi solto cinco horas depois.

“Teve uma reintegração de posse em seu desfavor do irmão do Aníbal e, no momento da reintegração, na execução de sentença, também entrou em discussão a terra do Aníbal”, explicou delegado

Para Nilson Farias, Aníbal pode ter cometido o crime por medo de, assim como o irmão, perder suas terras para o jurista cuiabano. “Ele entrou com uma intervenção de terceiros alegando que a terra dele não tinha nada a ver com aquela disputa do seu irmão”, explicou.

Além disso, de acordo com o delegado, Aníbal seria o tal “homem de sotaque sulista”, citado no último depoimento do pedreiro Antonio Gomes da Silva (56), atirador que matou o advogado com 10 tiros.

Segundo o delegado, as provas reunidas ao longo das investigações já estabeleceram a ligação entre o fazendeiro e os demais investigados.

(Foto: Reprodução/Montagem)

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O coronel Etevaldo Caçadini e o fazendeiro Aníbal Laurindo.

LIGAÇÃO COM CORONEL

Ainda conforme o delegado, Aníbal fazia parte de um grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado "Frente Ampla Patriota". Foi através deste grupo que ele teria conhecido o coronel da reserva do Exército Brasileiro, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado nas investigações como o financiador da morte de Zampieri.

O coronel [Caçadini] representa a Frente Ampla Patriota. Pelo que a investigação demonstra, [o movimento] acabou criando uma proximidade entre o coronel e o Aníbal. Eles iam pra frente de quartéis pedindo uma ação mais enérgica do Exército em prol do conservadorismo”, contou Nilson.

O CRIME

Roberto Zampieri foi assassinado por volta das 19h50 do dia 5 de dezembro de 2023 em frente ao seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, região nobre da capital. O jurista se preparava para ir embora para casa, quando foi executado com 10 tiros dentro de sua picape, uma Fiat Toro, pelo pedreiro Antônio Gomes da Silva (56).

Além do fazendeiro, estão presos o atirador, Antônio Gomes; o instrutor de tiro e intermediário do crime, Hedilerson Barbosa Fialho; e o financiador do assassinato, o coronel do Exército Brasileiro, Etevaldo Caçadini Vargas.

As prisões, parte delas efetuadas na região metropolitana de Belo Horizonte de Belo Horizonte (MG), foram decretadas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) da Comarca de Cuiabá, com base nas investigações conduzidas pela equipe da DHPP e contaram com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais.

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