Cuiabá, 17 de Junho de 2024

POLÍCIA Quarta-feira, 10 de Abril de 2024, 14:05 - A | A

10 de Abril de 2024, 14h:05 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO CALIANDRA

Prefeito afirma que rescindiu contratos ao perceber ilegalidades em obras alvos da PF

Em nota, gestor afirmou que irregularidades foram constatadas em 2022 e promete apurar conduta de servidores da Secretaria de Obras do município.

Ari Miranda
Única News



Em nota à imprensa na manhã desta quarta-feira (10), logo após a deflagração da Operação Caliandra, o prefeito de Barra do Garças (514 Km de Cuiabá), Dr. Adilson Gonçalves (UB), falou sobre a ação da Polícia Federal e disse que constatou os indícios de irregularidades assim que assumiu a gestão, em 2020.

A operação foi deflagrada no início da manhã pela PF, após indícios de irregularidades em recursos na ordem de R$ 9 milhões oriundos do Ministério do Turismo, destinados à revitalização da Orla do Rio Garças e da Praça Domingos Mariano, além da revitalização e ampliação do Porto do Baé.

Segundo a PF, o esquema de corrupção ia desde a elaboração dos projetos até a execução das obras, através de licitações direcionadas, para beneficiar empresas, que não tinham condições técnicas de executar o contrato e colocavam outras empresas de fachada no processo, unicamente para “cumprir tabela” e forjar competitividade.

Conforme o prefeito, as suspeitas de ilícitos nas obras surgiram no início de sua gestão, em 2021, destacando que, assim que foram constatadas as suspeitas, a Prefeitura de Barra do Garças optou pela rescisão do contrato junto à Caixa Econômica Federal.

“Em 2020 ocorreu a licitação e assumimos a gestão em 2021, nós verificamos que as duas empresas que estavam tocando a obra, aparentemente, não tinham condições financeiras nem estrutura para tocar uma obra de tamanho e envergadura”, disse o gestor.

Chegou no ponto que, no ano de 2022, nós entendemos pela rescisão do contrato diante de supostas irregularidades que agora estão sendo apurados pela Polícia Federal

“De pronto, já entramos em contato com a Caixa Econômica Federal, fizemos diversas reuniões e chegou no ponto que, no ano de 2022, nós entendemos pela rescisão do contrato diante de supostas irregularidades que agora estão sendo apurados pela Polícia Federal”, completou.

Entre os presos da operação, um servidor da Prefeitura de Barra do Garças, apontado pela Polícia Federal como um dos participantes do esquema. O envolvimento do funcionário público foi descoberto após a constatação de movimentações bancárias incompatíveis nas contas do servidor, que era registrado com um salário mínimo nos quadros da prefeitura, porém movimentou mais de R$ 3 milhões entre contas em pouco mais de 3 anos.

Sobre a participação do servidor e possível envolvimento de outros de servidores públicos municipais, Dr. Adilson garantiu que as condutas dos servidores da Secretaria Municipal de Obras serão devidamente apuradas dentro do âmbito policial e administrativo, através de instalação de Procedimento Administrativo.

“Quando assumi a gestão, tomei medidas para que a rescisão do contrato ocorresse e quero dizer que me coloquei à disposição da Polícia Federal para fornecimento de documentos.(...) Trabalhamos para fazer uma gestão eficiente e transparente”, pontuou.

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