Cuiabá, 25 de Julho de 2024

POLÍTICA Segunda-feira, 03 de Dezembro de 2018, 11:21 - A | A

03 de Dezembro de 2018, 11h:21 - A | A

POLÍTICA / ELEIÇÕES 2018

Galli culpa derrota à coligação com Taques e responsabiliza Selma por decisão

Luana Valentim



(Foto: Reprodução/Web)

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O presidente regional do PSL e deputado federal, Victório Galli, em entrevista à Rádio Capital FM, nesta segunda-feira (03), declarou que tem como proposta se lançar como prefeito de Cuiabá nas eleições municipais em 2020.

 

Neste ano, o social liberal disputou a reeleição, porém, acabou perdendo uma das oito vagas da Câmara Federal para Mato Grosso, nas urnas. 

 

Galli disse que acredita que perdeu as eleições deste pleito por uma questão de coligação, destacando que em questão de votos, ele obteve um número maior do que no ano de 2014, quando foi eleito a deputado federal. “A estratégia das coligações que me tirou no Congresso Nacional”.

 

Lembrando ainda o parlamentar, que foi a senadora eleita, Selma Arruda (PSL), que pediu para se coligar com o governador Pedro Taques (PSDB), pois acreditou que seria a melhor opção no momento. 

 

Um transtorno ao partido já que após as convenções, no final de agosto, a juíza aposentada rompeu com o tucano alegando que não podia permanecer em um grupo em que haviam pessoas disputando a majoritária que foram citados na delação do empresário Alan Malouf, ligado à operação Rêmora, em esquema de licitações fraudulentas na Secretaria de Estado de Educação em reformas e construções de escolas em Mato Grosso..

 

Além dos diversos atritos e ações judiciais que Selma enfrentou com o deputado federal, Nilson Leitão (PSDB), que buscava uma vaga no Senado. O tucano desde o início se posicionou contra a vinda da social liberal para a coligação.

 

Galli explicou diante do veto da legenda nacional para que não pudesse se coligar com o PR, do Wellington Fagundes por ter o PT e o PCdoB em seu grupo, eles tiveram que escolher entre o governador eleito Mauro Mendes (DEM) e Taques, porém, o democrata não tinha mais vaga para o Senado e sugeriu que Selma disputasse para estadual ou federal, sendo recusado por ela.

 

Questionado se o PSL estaria rachado após as eleições, Galli negou e pontuou que está trabalhando em união com Selma e com o deputado federal eleito, Nelson Barbudo (PSL) para que a sigla possa ter uma musculatura no Estado. Pois pretende fazê-la crescer para as eleições municipais, ressaltando que dos 141 municípios, apenas 11 estão organizados.

 

Galli frisou que Taques prejudicou, durante a campanha, a todos que estavam na coligação devido a sua má gestão no Estado, principalmente, na área da saúde. E que o governo tucano teve grande reprovação no interior.

 

“Quando eu passava pedindo voto, as pessoas me diziam: em você eu voto no governador não. E a gente ia controlando a situação para não ficar pior, mas a nossa coligação foi difícil”, disparou.

 

Ele relatou que por diversas vezes chegou a conversar com Taques sobre como estava a situação e quanto a rejeição que a sua gestão estava sofrendo, mas já era evidente a preferência dos mato-grossenses por Mauro desde quando se lançou a candidato ao governo.

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