Cuiabá, 22 de Maio de 2024

POLÍTICA Sexta-feira, 27 de Outubro de 2017, 09:57 - A | A

27 de Outubro de 2017, 09h:57 - A | A

POLÍTICA / EX-BICHEIRO

Prestes a sair da prisão, Arcanjo pede redução de penas por mortes

Wellyngton Souza / Única News



(Foto: TJ-MT)

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A defesa do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro pediu na última quarta (25), à Segunda Vara Criminal de Cuiabá, redução de pena da condenação por crime hediondo tipificado. O pedido já foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE) e só será analisado pela Justiça após o parecer do órgão.

 

João Arcanjo Ribeiro está preso desde abril de 2003, um ano após a deflagração da Operação Arca de Noé, realizada pela Polícia Federal. O então procurador federal Pedro Taques, o juiz federal Julier Sebastião da Silva e o promotor de justiça Mauro Zaque foram responsáveis pela operação e prisão. Ele foi detido em Montevidéu, no Uruguai.

 

Em outubro do mesmo ano, Arcanjo foi condenado a 19 anos de prisão em regime fechado pelo Tribunal do Júri, na Comarca de Cuiabá, como mandante da morte do empresário Sávio Brandão, proprietário do Jornal Folha do Estado, assassinado no dia 02 de setembro de 2002, com cinco tiros.

 

O ex-comendador também é acusado de ter mandado matar os empresários Rivelino Brunini, Fauze Rachid Jaudy, por disputa, na época dos caça níqueis, crime na Avenida Historiador Rubens de Mendonça – Avenida do CPA. Pesam ainda contra ele, as mortes de Mauro Manhoso e do cabo da Polícia Militar, Valdir Pereira.

 

Em recente entrevista ao Site Única News, o advogado Paulo Fabrinny, responsável pela sua transferência para Penitenciária Central do Estado, revelou que Arcanjo deverá estar fora da prisão. Segundo a defesa, Arcanjo Ribeiro cumpriu 1/6 (um sexto) de sua pena, o que abriu uma brecha jurídica para a busca da progressão de pena. "Minimamente, já cabe regime semiaberto para ele. E, possivelmente, podendo inicialmente ser com o uso de tornozeleira", explica.

 

Após dez anos longe da capital mato-grossense, João Arcanjo Ribeiro chegou no dia 14 de setembro escoltado pela Polícia Federal. O raio cinco da penitenciária em que ele cumpre pena, é considerado como o de maior segurança e onde ficam os presos considerados de alta periculosidade. O ex-bicheiro ficou nestes últimos 10 anos no presídio federal de Mato Grosso do Sul, depois passou pelos presídios federais de Porto Velho (RO) e Mossoró (RN).

 

Questionado se Arcanjo representa perigo a integridade física do governador tucano, Pedro Taques, na época de sua prisão procurador federal e um dos responsáveis pela operação Arca de Noé, Fabrinny garantiu "que não há nenhum fundamento no temor do governador, quanto algum risco que possa vir a correr com a liberdade do Arcanjo".

 

Arca de Noé

 

A prisão durante a operação Ararath aponta que Arcanjo e seu grupo seriam donos ainda de 65% das cotas de um hotel nos Estados Unidos, um avião no valor de R$ 7,3 milhões, cinco empresas de Factoring, um shopping em Rondonópolis; um condomínio de 12 prédios em Cuiabá, duas fazendas, três postos de gasolina, lojas, lotes e apartamentos em Cuiabá e São Paulo. Ainda na época de sua prisão ele teve bloqueados em torno de R$ 50 milhões em um banco em Nova York.

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