Cuiabá, 25 de Julho de 2024

POLÍTICA Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018, 12:06 - A | A

10 de Dezembro de 2018, 12h:06 - A | A

POLÍTICA / DELAÇÃO DE MALOUF

Vídeo anexado à delação, pode complicar vida de Taques sobre caixa 2

Da Redação



Foto: (Reprodução/Web)

pEDRO tAQUES

 

Um vídeo em que o governador Pedro Taques (PSDB) aparece chegando a possível casa do empresário Juliano Bertoloto – um dos supostos doadores da campanha tucana em 2014, associado ao esquema de caixa 2 – foi anexado à delação do empresário Alan Malouf.

 

Malouf entregou à Procuradoria-Geral da República, além dos depoimentos reveladores do esquema de desvios de recursos na Secretaria Estadual de Educação investigados na operação “Rêmora", as gravações que comprometem o governador que aparece estrelando um dos vídeos que ocorreu no edifício do bairro Santa Rosa, em Cuiabá, no dia 11 de dezembro 2016.

 

Nas imagens, Taques aparece vestido de uma camisa vermelha, entrando pela garagem do edifício, três dias antes da prisão de Malouf pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado. 

 

O encontro ocorreu em uma noite, com a participação de Taques, um dos sócios da empresa Todimo Materiais para Construção, Juliano Bortoloto, o marido da juíza federal Vanessa Curti Perenha Gasques e um dos fundadores do Grupo City Lar, Erivelto Gasques, dias após a divulgação da delação premiada do empresário Giovani Guizardi - um dos operadores do esquema de fraudes na Seduc - que revelou que Malouf era um dos líderes e ficava com 25% da propina arrecada junto aos empresários que executavam obras na pasta.

 

Após informações de que um mandado de prisão contra o empresário estava na condição de sair por ordem da então juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, o grupo fez uma reunião de urgência. O vídeo é referente as imagens do circuito interno de segurança da residência mostram a chegada de Taques e dos empresários, no entanto, não há gravações da conversa do grupo dentro do imóvel.

 

De acordo com Malouf, os empresários faziam parte do grupo de “simpatizantes” que ajudaram a financiar da campanha de Taques em 2014. A pauta do encontro entre os três seria tentar garantir que o grupo permaneceria unido, já que os rumores sobre um pedido de prisão contra Malouf já eram fortes na época.  

 

Um dia antes da reunião, 10 de dezembro de 2016, os dois empresários haviam estado com Malouf na sede da construtora São Benedito.

 

Na ocasião, Malouf disse que, se fosse mesmo preso, não guardaria nenhuma informação, declarando que Taques e o então secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, descumpriram uma suposta promessa de “resolver” o problema das investigações da operação Rêmora, que estavam avançadas desde maio daquele ano.  

 

Malouf contou à PGR o teor da reunião, informando que o grupo tentou convencê-lo a não colaborar com as investigações ou ocultar a participação do governador sobre o conhecimento do esquema em caso de prisão. E que teriam ainda feito promessas ao empresário. Uma delas é de que articulariam para que, caso saísse o mandado prisional, o empresário ficasse poucos dias detido.

 

“No dia seguinte, o peticionante começou a ouvir uma conversa de que os Srs. Erivelton e Juliano não estariam mais com ele e que teriam mudado de lado, sendo cooptados pelo governador”, diz trecho do depoimento homologado pelo ministro do STF, Marco Aurélio de Melo. 

 

Malouf afirmou que a reunião entre Taques e os empresários teve o objetivo de combinar possíveis depoimentos para isolá-lo. Em troca, o tucano também teria oferecido “proteção” a Bortoloto e Gasques. O suposto acordo teria sido para que os empresários falassem que o dinheiro de caixa 2 foram captados por Malouf para benefício próprio e que o nome de Taques foi usado indevidamente. 

 

Os vídeos anexados à delação também mostram os empresários e Taques deixando o apartamento após a suposta reunião. A defesa de Malouf alega que, além das imagens, os registros da movimentação e localização feitos nos celulares dos acusados podem confirmar a declaração do empresário.

 

Malouf foi preso no dia 14 de dezembro de 2016, durante a operação Grão-Vizir, 3ª fase da Rêmora, que desarticulou um esquema de direcionamento de licitações da Secretaria de Estado de Educação em troca de propina, dinheiro supostamente usado para quitar dívidas não declaradas da campanha. Ele ficou 10 dias na sede do Bope, até ser solto no plantão judiciário, pela juíza Maria Rosi de Meira Borba.

 

O delator confessou sua participação no esquema e afirmou que os principais beneficiados foram Taques e o deputado federal, Nilson Leitão (PSDB). No entanto, os tucanso negam as acusações.

 

Taques disse que jamais beneficiou o empresário durante seu mandato. Já Leitão afirma que, ao longo de sua vida pública, nunca solicitou recursos ilícitos ou pediu para que alguém o fizesse em seu nome. (com informações gd)

 

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