Cuiabá, 13 de Julho de 2024

POLÍTICA Sábado, 15 de Junho de 2024, 10:38 - A | A

15 de Junho de 2024, 10h:38 - A | A

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“Meu filho, vai caçar o que fazer”, dispara Buzetti para Abílio sobre "PL do aborto"; Vídeo

Senadora criticou fala do deputado, que disse nesta semana que mulheres estão fazendo abortos para “curtirem a vida”.

Ari Miranda
Única News



Em um vídeo publicado nesta sexta-feira (14) no Instagram, a senadora por Mato Grosso, Margareth Buzetti (PSD) fez duras críticas a fala do deputado federal mato-grossense Abílio Brunini (PL), que nesta semana disse que mulheres fazem aborto para ‘curtir e viver a vida’”.

VEJA VÍDEO NO FINAL DESTA MATÉRIA

A declaração de Abílio foi feita em seu discurso, na Câmara Federal, durante sua defesa ao PL 1904, que equipara o aborto de gestação acima de 22 semanas a homicídio, mesmo em casos de estupro. O federal é coautor da proposta, junto com a também mato-grossense, deputada federal Coronel Fernanda (PL).

O Projeto de Lei tramita em regime de urgência na Casa Parlamentar, em Brasília, e propõe que as mulheres que fizerem aborto após o quinto mês de gestação deverão responder pelo crime de homicídio qualificado perante a Justiça, podendo pegar pena máxima de 20 anos de cadeia. O trâmite em regime de urgência permite que a proposta seja votada diretamente no Plenário da Câmara, sem sequer passar pelas comissões da Casa Legislativa.

Por outro lado, a pena para quem cometer o crime de estupro no Brasil pode ir de 6 até 10 anos de prisão. Já a pena de estupro de vulnerável é de 8 a 15 anos em regime fechado. Fatos que, segundo Margareth Buzetti, mostram claramente a intenção de penalizar as vítimas de estupro em detrimento de uma punição mais severa aos estupradores.

“Ele [o Projeto] penaliza mais a menina ou mulher que foi estuprada. Ela é penalizada pelo estupro, ela sofre a violência no estupro, ela sofre a violência porque ela faz um aborto e pode pegar 20 anos de cadeia por esse projeto”, afirmou.

“Enquanto nós não discutirmos qual é o papel do homem nessa história, do ‘pai do aborto’, nós não vamos a lugar nenhum. (...) Ao invés de estar sendo votado o projeto antifeminicídio (...), que aumenta a pena para um ‘cara’ (sic.) que mata uma mulher, não. Estão julgando, tratando de penalizar ainda mais a vítima, que sofreu o estupro”, reiterou.

Sem citar o nome de Abílio, Margareth foi incisiva ao afirmar que é preciso ter responsabilidade ao tratar sobre o projeto e a questão do aborto no Brasil, afirmando ainda que a fala do parlamentar foi infeliz e mostra que ele está “com tempo de sobra”.

"Meu filho, vai caçar o que fazer!(sic.) Eu tive dois abortos espontâneos e sei dizer: não é fácil! Agora, você, falando dessa forma, julga todas as mulheres como se fossem irresponsáveis, como se tivessem matando uma vida. Vamos ser responsáveis na discussão. E é isso que espero do Senado federal quando esse projeto chegar lá”, pontuou Buzetti.

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