Cuiabá, 20 de Junho de 2024

RADAR NEWS Segunda-feira, 20 de Maio de 2024, 19:35 - A | A

20 de Maio de 2024, 19h:35 - A | A

RADAR NEWS / R$ 20 O PACOTE

Governo Lula importa arroz para vender com marca própria e preço fixado

Estoques serão destinados aos pequenos varejistas das regiões metropolitanas, de acordo com os indicadores de insegurança alimentar.

Guilherme Oliveira
Gazeta do Povo



Na próxima terça-feira (21), o governo federal, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vai efetuar a primeira compra de carregamento importado de arroz da safra 2023/2024. Serão adquiridas 104.035 toneladas com o preço final do quilo custando R$ 4,00 para o consumidor. Para esta compra, foram previstos R$ 416,1 milhões, além de outros R$ 100 milhões para as despesas relativas à equalização de preços para a venda do produto.

De acordo com o presidente da Conab, Edegar Pretto, o arroz comprado pelo governo terá uma embalagem diferenciada e o valor que deve ser vendido. "O arroz que vamos comprar terá uma embalagem especial do governo federal e vai constar o preço que deve ser vendido ao consumidor. O preço máximo estabelecido ao consumidor será de R$ 4,00", afirmou Pretto, segundo o Metrópoles.

Pela portaria assinada conjuntamente pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, da Agricultura e Pecuária e da Fazenda, a primeira remessa de arroz será destinada à venda para pequenos varejistas e equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional das regiões metropolitanas dos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Pará e Ceará.

Segundo o governo, a norma foi criada para reduzir consequências sociais e econômicas das tragédias climáticas no Rio Grande do Sul, principal produtor do grão no país. Em publicação nas redes sociais, o perfil do Ministério do Desenvolvimento Agrário afirmou que "não vai faltar arroz na mesa dos brasileiros".

Na última semana, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reclamou do preço do alimento: “Esses dias vi na prateleira do supermercado o pacote de 5 kg de arroz a R$ 33. Não, não é normal. O povo pobre não pode pagar R$ 33 em um pacote de 5 kg de arroz”, afirmou.

Agro não vê risco de desabastecimento

Apesar do alarde feito pelo governo federal, entidades representativas da produção e da indústria do Rio Grande do Sul divulgaram uma "nota à sociedade brasileira" e descartaram risco de desabastecimento de arroz ao mercado consumidor, conforme publicado pela Gazeta do Povo, na última terça-feira (14).

Além disso, o presidente da Associação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Fedearroz), Alexandre Velho, afirmou que o Executivo provocou uma corrida aos supermercados.

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