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VOLTA AO MUNDO Sexta-feira, 26 de Outubro de 2018, 10:09 - A | A

26 de Outubro de 2018, 10h:09 - A | A

VOLTA AO MUNDO / CORRIDA PRESIDENCIAL

"Bolsonaro é favorito, mas eleição não está decidida", afirma cientista político

Por Matheus Leitão



(Foto: Tânia Rêgo e Marcelo Camargo/Agência Brasil)

 

O cientista político Lúcio Rennó, da Universidade de Brasília (UnB), avaliou ao blog a nova pesquisa Datafolha de intenção de voto para presidente, divulgada nesta quinta-feira (25). Os números mostram uma queda na diferença de Jair Bolsonaro (PSL) para Fernando Haddad (PT) de seis pontos nos votos válidos. Bolsonaro agora está com 56% dos votos válidos e Haddad, com 44%.

 

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. Nos votos totais, quando os nulos e brancos são contabilizados, a diferença é de 10 pontos, de 48% para 38%.

 

"Não quero dizer que Haddad vai virar. A probabilidade maior é realmente de uma vitória do Bolsonaro. Mas eu não afirmaria com tanta certeza que a vitória é certa, diante de muitas pessoas que não se decidiram, mas que ainda podem se manifestar nas urnas", afirmou o especialista ao blog.

 

Na avaliação dele, essa recente movimentação nos números dá uma outra cara para essa reta final da campanha. "É importante olharmos para os totais gerais com uma diferença de 10 pontos entre os candidatos, mas com 6% que não sabem e 8% de brancos e nulos. Ou seja, 14% dos votos que ainda não estão definidos", disse Rennó.

 

"Ademais eles [pesquisadores} não tem como medir a abstenção. Os indecisos podem se decidir por um candidato e isso pode alterar o resultado eleitoral", acredita o cientista político.

 

Segundo Rennó, contudo, é sim mais difícil que o Bolsonaro possa perder eleitores do que Haddad convença quem vai votar nulo ou que está indeciso. "O fato é que não afirmaria com tanta certeza nenhum cenário por conta do número de votos que aparecem ainda sem decisão ou com uma decisão que pode mudar nos próximos três dias", explica o cientista político.

 

Para o especialista, há um atraso cada vez maior no processo de decisão do eleitor na escolha do candidato. Ele explica que, mesmo quando se pergunta se você está definido no seu voto, há uma margem que pode mudar a decisão.

 

"Por exemplo, um eleitor pode ser anti-PT, mas não concorda com o Bolsonaro em relação as suas posições aos homossexuais e às mulheres. Esse eleitor vai decidir na hora de apertar o botão. A eleição não está tão decidida. Há um cenário de aproximação de candidatos, mesmo que pequeno, que pode influenciar os eleitores que diziam que não iriam votar", concluiu.

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