Cuiabá, 15 de Junho de 2024

JUDICIÁRIO Sexta-feira, 24 de Maio de 2024, 18:48 - A | A

24 de Maio de 2024, 18h:48 - A | A

JUDICIÁRIO / CASO LUCAS VELOSO

Capitão denunciado pelo MP por morte de aluno dos Bombeiros pede anulação do inquérito

A defesa do militar alegou total inocência de Daniel Alves, "negando veementemente que os fatos narrados na denúncia sejam verdadeiros"

Christinny dos Santos
Única News



O Capitão BM Daniel Alves de Moura e Silva entrou com pedido para anular o Inquérito Policial Militar (IPM) em que foi denunciado pelo homicídio duplamente qualificado do aluno Sd BM Lucas Veloso Peres. A defesa do militar alegou total inocência de Daniel Alves, "negando veementemente que os fatos narrados na denúncia sejam verdadeiros".

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso, Daniel Alves e o Soldado BM Kayk Gomes dos Santos, agindo com dolo eventual, mataram o aluno Lucas Veloso mediante asfixia por afogamento e prevalecendo-se da situação de serviço. O crime aconteceu em fevereiro deste ano, durante um procedimento de instrução de salvamento aquático realizado na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.

A denúncia do MP ainda apontou o Cap. BM foi o responsável por comandar a atividade prática de instrução de salvamento aquático e determinou a travessia do lago, de modo que, mesmo após o aluno ter dificuldades na flutuação e parar para se recompor, o capitão ordenou que os alunos continuassem a travessia e disse que supervisionaria a vítima, que submergiu e retornou inconsciente.

A defesa do Cap. BM Daniel Alves ingressou com o pedido de nulidade do processo dois dias antes de o MP oferecer a denúncia contra o militar ao Judiciário. Agora, a denúncia será refutada judicialmente, mediante resposta à acusação.

Por meio de nota, a defesa do capitão destacou sua inocência, alegando que a denúncia contra o militar atribuiu a ele um crime que não cometeu, uma vez que, "não há qualquer prova de que ele tenha agido com dolo, ainda que eventual, contra o Aluno Soldado Lucas Veloso, conforme as provas colhidas no Inquérito Policial Militar".

"Necessário ainda ressaltar, que a própria autoridade encarregada pelo IPM, manifestou em seu Relatório que o Capitão Daniel Alves não tivera “intenção” de matar o aluno soldado. Enfatiza que em nenhum momento o Capitão praticou qualquer ato atentatório a dignidade física e moral do Aluno Soldado Lucas Veloso", diz trecho da nota.

O caso

Lucas morreu na manhã do dia 27 de fevereiro deste ano, após se afogar durante um treino de salvamento aquático na Lagoa Trevisan. Natural de Caiapônia, no sudoeste de Goiás, Lucas passou no concurso público em 2022 e havia vindo para Cuiabá em junho de 2023, onde fazia o Curso de Formação de Soldados-Bombeiros (CFSd Bm).

Inicialmente, a morte do militar era tratada como um mal súbito. No entanto, após a necropsia, ficou constatado que o aluno morreu por afogamento.

Segundo informações da Polícia Civil, durante o aquecimento para o curso de salvamento aquático, Lucas teria começado a sentir falta de ar. Mesmo se sentindo mal, o aluno iniciou o procedimento quando, afundou repentinamente.

Inicialmente, a equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) chegou a atender a ocorrência. No entanto, por se tratar de um caso ocorrido na esfera militar, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBM-MT) assumiu a ocorrência e instaurou um inquérito para apurar o caso.

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