Cuiabá, 13 de Julho de 2024

POLÍTICA Domingo, 16 de Junho de 2024, 07:55 - A | A

16 de Junho de 2024, 07h:55 - A | A

POLÍTICA / POLÊMICA DO ARROZ

Barranco diz que Agronegócio pediu para Lula importar arroz e que Conab sabia que estoque era suficiente

Fred Moraes
Única News



Com a suspensão do leilão emergencial do Governo Federal, que previa a compra de 263,3 mil toneladas de arroz importados por supostas irregularidades no edital, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) saiu em defesa da proposta do Governo Federal. O petista afirmou que a medida tinha como objetivo evitar uma escalada de preços do alimento, que é majoritariamente produzido no Rio Grande do Sul, que há semanas é castigado por enchentes.

Em entrevista à imprensa na quarta-feira (12), Barranco lembra que desde o início, a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) garantia que o Brasil não sofreria com um eventual desabastecimento do arroz em decorrência das percas de produção. No entanto, afirmou que o agronegócio praticou terrorismo nas redes sociais e alavancou os preços dos pacotes de arroz mentindo que a safra era insuficiente.

“O presidente Lula optou por fazer leilão porque o agronegócio disse que faltaria o arroz. Inclusive, alguns empreendimentos já estavam fazendo terrorismo, falando para as pessoas fazerem as compras, porque haviam risco de abastecimento. Diante disso, no auge da tragédia, o presidente para garantir equilíbrio na questão do arroz determinou o leilão”, explica Barranco.

Barranco ainda disse que o leilão foi alvo de ataques porque supostamente empresários cultivadores de arroz não iriam superfaturar nos preços cobrados por cada pacote e então tentaram boicoitar a medida.

“Quando os interessados em faturar com a tragédia viram que não poderiam ter altas no preço do arroz, mudaram o discurso e começaram a dizer que não teria desabastecimento. A Conab dizia, olha a safra será suficiente, não haveria desabastecimento porque 80% do Rio Grande do Sul da safra havia sido colhida. Mas, nas redes sociais começaram um alvoroço grande que levou Lula tomar iniciativa”, prosseguiu.

Questionado sobre a grande polêmica do leilão, qual a principal corretora da disputa, FOCO Corretora de Grãos, era de propriedade do empresário Robson Almeida de França, ex-assessor parlamentar de Neri e sócio de Marcello Geller, filho do secretário, em outras empresas, Barranco cobrou investigações e garantiu que Lula jamais tentaria planejar algo ilícito com verbas públicas.

“O presidente Lula é uma pessoa muito sábia e não tolera qualquer atitude ilegal. O presidente convocou os ministros Paulo Teixeira e Carlos Fávaro (PSD) e saiu essa decisão do Neri fora da direção. É algo que deve ser assim, se há suspensão a pessoa não pode permanecer no cargo”, finalizou.

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