Cuiabá, 15 de Junho de 2024

JUDICIÁRIO Quinta-feira, 23 de Maio de 2024, 12:35 - A | A

23 de Maio de 2024, 12h:35 - A | A

JUDICIÁRIO / QUERIA SE VINGAR DA EX

Ex-padrasto que matou menino de 5 anos em MT é condenado a 34 anos de cadeia

Crime aconteceu na cidade de Colíder, em março do ano passado. Criminoso alegou que matou o menino para se vingar da ex-esposa

Ari Miranda
Única News



O criminoso José Edson Santana, que matou o ex-enteado, Davi Heitor Prates, em março do ano passado no município de Colíder (650 Km de Cuiabá), foi condenado a 34 anos e 8 meses de prisão por ter matado e desovado o corpo do garoto, de apenas cinco anos de idade. O menino foi assassinado pelo ex-padrasto após a mãe se separar do assassino, um mês antes do crime.

O julgamento aconteceu na quarta-feira (22) e a sentença foi publicada no mesmo dia pela juíza Paula Thatiana Pinheiro, que presidiu a sessão do Tribunal do Júri, realizada no Fórum da cidade, situada na região norte do estado.

José Edson foi condenado por homicídio doloso com as qualificadoras de asfixia, motivo torpe e dissimulação, sendo a última qualificadora imputada porque ele foi padrasto da vítima e se aproveitou da confiança que Davi tinha nele para matar o garoto.

Além da pena, ele também foi condenado ao pagamento de indenização no valor de R$ 15 mil à mãe de Davi.

RELEMBRE O CASO:

- Polícia encontra corpo de menino de 5 anos morto pelo ex-namorado da mãe

- Delegado cita postura dissimulada de padrasto; morte foi motivada por vingança

Conforme Ismaili Donassan, advogada e assistente de acusação do caso, o Júri acatou todos os crimes contidos na denúncia feita contra o criminoso.

“Houve uma convergência entre acusação e defesa, para que fossem dispensadas todas as testemunhas e passamos para os debates orais. O Conselho de Sentença acatou todos os crimes da denúncia ofertados pela acusação”, explicou.

Além disso, na publicação da sentença, a juíza destacou que, mais que a morte de uma criança, a ação criminosa de José Edson gerou todo um transtorno para a ex-esposa do criminoso e outros parentes da vítima.

“Verifica-se que as consequências do crime extrapolaram os limites do próprio tipo penal. Apurou-se que a genitora da criança, para além do luto, necessitou de acompanhamento por psicólogo”, destacou Paula Thatiana Pinheiro na sentença.

“Ainda, a avó do ofendido demonstrou se sentir culpada [ao] apresentar o réu à sua filha, o que entende como causa geradora de toda a tragédia, sendo advertida pelo médico que tais sentimentos poderiam causar-lhe infarto, tudo a indicar a presença de trauma generalizado àqueles que conviviam diretamente com a criança", pontuou a juíza.

Preso preventivamente desde a época do assassinato, ele cumprirá a pena em regime fechado e não poderá recorrer da sentença em liberdade.

Reprodução/Internet

CORPO DAVI - BEIRA DE RIO COLIDER.jpg

Corpo de Davi foi encontrado submerso, após criminoso amarrar o cadáver do menino a uma pedra e atirá-lo no fundo do rio.

O CRIME

Davi brincava na frente de casa junto com o irmão mais novo na manhã do dia 03 de março de 2023, uma sexta-feira, quando desapareceu.

Imagens de câmeras de um posto de combustível próximo à casa do garoto registraram o momento em que o ex-padrasto chega ao local de motocicleta, para em uma esquina e o menino se aproxima dele.

Aproveitando-se da confiança que o menino tinha nele, o criminoso diz ao menino que iria comprar uma marmita e o convida para um passeio de moto. O menino então aceitou o convite e embarcou no veículo.

Neste momento, o suspeito seguiu em direção à estrada para Nova Canaã do Norte e parou na beira de uma ponte, onde desceu até a beira do rio, dizendo a Davi que “mostraria peixes” para ele.

Em seguida, o ex-padrasto asfixiou o garoto por cerca de cinco minutos e depois que o menino ficou desacordado, amarrou uma corda na perna da criança com uma pedra de aproximadamente 10 quilos e o jogou no fundo do rio.

Enquanto Davi ainda era dado como desaparecido, o assassino chegou a ajudar a família nas buscas ao menino. No entanto, a “máscara” do criminoso caiu, após a Polícia Civil obter as imagens das câmeras de vídeo, desvendando o crime e prendendo-o em flagrante.

Durante interrogatório na Delegacia de Colíder, José Edson confessou o crime, alegando que matou o garoto como vingança pelo fato da ex-companheira ter se separado dele.

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