Cuiabá, 16 de Junho de 2024

JUDICIÁRIO Segunda-feira, 27 de Setembro de 2021, 21:25 - A | A

27 de Setembro de 2021, 21h:25 - A | A

JUDICIÁRIO / CITOU INTERNAÇÕES

Ex-secretário envolvido na Sodoma requer retirada de tornozeleira

Mayara Campos
Única News



O ex-secretário adjunto de Administração do Estado, coronel José de Jesus Nunes Cordeiro, requereu a retirada de tornozeleira eletrônica após mais de quatro anos sendo monitorado. Ele é réu em processos da Operação Sodoma, e é apontado como membro de organização criminosa liderada pelo ex-governador, Silval Barbosa.

O coronel teve a prisão preventiva decretada em 23 de março de 2016, e ficou recolhido no Batalhão de Operações Especiais (Bope). Em julho de 2017, ele foi posto em liberdade, por meio de um alvará de soluta, e foi imposta a medida cautelar de monitoramento eletrônico. 

A defesa alega que a decretação da prisão preventiva do acusado foi para a garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, assim como a medida cautelar de monitoramento eletrônico. 

Cordeiro passou por algumas internações em 2021, e teve a tornozeleira retirada. Em nove de julho, ele foi internado no Hospital Santa Rosa, com dores no peito, e no dia 17 de julho, foi solicitada a retirada do dispositivo eletrônico. 

Ele passou por um procedimento cirúrgico em 19 de julho, para substituição de quatro veia do coração. 

Depois, em 23 de julho, ele foi diagnosticado com Covid-19, recebendo alta hospitalar no dia 27.

Cordeiro cumpriu a quarentena obrigatória em casa, e no dia 16 de agosto de 2021, foi recolocada a tornozeleira eletrônica na central de monitoramento. 

Segundo a defesa, é preciso se ater para o conceito epistemológico que rege todos os outros princípios constitucionais, qual seja “o princípio da dignidade humana”. 

Por este motivo requer a defesa, a revogação da cautelar de monitoramento eletrônico a fim de possibilitar, não só o restabelecimento da saúde do peticionante, como também evitar a manutenção ad eternum das medidas cautelares impostas.

O requerimento aguarda julgamento na 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

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