Cuiabá, 17 de Junho de 2024

JUDICIÁRIO Segunda-feira, 18 de Março de 2024, 06:57 - A | A

18 de Março de 2024, 06h:57 - A | A

JUDICIÁRIO / POLÊMICA SOBRE ESTUPRO

Justiça nega indenização de R$ 40 mil a Maysa após publicação feita por Cattani

Vereadora queria indenização por suposta manipulação em corte de vídeo publicado pelo deputado nas redes sociais, porém juíza negou.

Ari Miranda
Única News



A Justiça de Mato Grosso negou um pedido de indenização impetrado pela vereadora por Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos) contra o deputado estadual Gilberto Cattani (PL), por danos morais. Pelo processo Maysa pedia indenização no valor de R$ 40 mil, por uma publicação feita nas redes sociais no ano passado, onde o parlamentar teria prejudicado a imagem dela.

A decisão é da juíza Ana Rosa Martins, do 3º Juizado Especial Civil de Cuiabá, que considerou que não houve manipulação no vídeo publicado por Cattani.

No pedido, a defesa da vereadora cita um vídeo publicado por Cattani em suas redes sociais no mês de agosto de 2023. Trata-se de uma entrevista, que teve na bancada a vereadora e o deputado como entrevistados.

Na ocasião, ambos conversavam sobre penas para estupradores quando, em determinado ponto do podcast, Cattani defendeu a castração química para condenados pelo crime de estupro, relembrando um projeto de lei do então deputado federal Jair Bolsonaro (PL) que determinava a pena para este tipo de crime no país.

Por outro lado, na entrevista, Maysa afirma que a punição sugerida pelo parlamentar seria uma "barbarie".

Após a publicação de Cattani, Maysa entrou com a ação na Justiça, alegando que o parlamentar adulterou o vídeo foi “tendendiosamente alterado” para tirar a fala da vereadora de contexto. Todavia, a magistrada refutou a alegação, garantindo que o material publicado pelo deputado não foi alterado ou manipulado.

“Lucubrando o feito, verifico que a documentação acostada aos autos pela reclamante, não é suficiente para demonstrar, minimamente, a existência do direito que alega ter, haja vista que pela simples verificação do trecho do vídeo postado pelo reclamado em sua rede social”, disse a juíza na decisão.

“É possível constatar que tal trecho não possui qualquer montagem ou descontextualização do que realmente foi falado pela reclamante no vídeo origina. Portanto, inexistindo qualquer adulteração no vídeo, entendo pelo indeferimento dos pedidos autorais”, completou.

Desde que o vídeo foi publicado por Gilberto Cattani, em reação a repercussão negativa de sua fala, a vereadora deu várias entrevistas alegando que o adulterou o vídeo, chegando, inclusive, a ir pessoalmente até a Assembleia legislativa (ALMT) para conversar com o presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelo (UB) pedindo a cassação de Cattani, sob a justificativa de que estaria sendo vítima de ameaças nas redes sociais.

Nos comentários da publicação, os seguidores de Cattani detonaram a vereadora com uma série de comentários depreciativos sobre ela, que foi chamada de “defensora de estupradores” e “passadora de pano”.

TENTOU "LACRAR"  

Após entregar por duas vezes seguidas o relatório de de denúncias contra Gilberto Cattani na AL, o corregedor da Comissão de Ética da Casa Parlamentar, deputado estadual Max Russi (PSB), disse que a vereadora tentou polemizar sua "rusga" com Cattani, sem conhecimento do Regimento Interno do Parlamento Estadual e sem saber que ela não tinha legitimidade para propor uma denúncia contra um deputado.  

“Ela não tem legitimidade para isso. eu vou mandar para ela o regimento da Assembleia", ironizou Russi, em setembro do ano passado.

"O que ela está tentando é mídia, infelizmente. Nesse mandato dela [Maysa], eu não vi projetos relevantes. Ela quer polemizar”, pontuou.

 

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