Cuiabá, 29 de Maio de 2024

POLÍCIA Terça-feira, 01 de Agosto de 2017, 14:33 - A | A

01 de Agosto de 2017, 14h:33 - A | A

POLÍCIA / AÇÕES CONJUNTAS

Caem em 47% os casos de latrocínios em Mato Grosso

Da Redação



(Foto: Reprodução)

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Os casos de latrocínios - roubo seguido de morte – apresentaram redução de 47% em Mato Grosso. As duas maiores cidades do Estado seguiram o ritmo da queda ocorrida no estado quanto as mortes: 50% em Cuiabá e 57% e Várzea Grande.

 

E todos os casos ocorridos este ano na região metropolitana - cerca de um terço do total -, também tiveram a autoria identificada, autores presos e indiciados pela Polícia Civil em quase 100% dos casos.

 

De janeiro a junho, nas Delegacias da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, houve aumento de cerca de 5% na instauração de inquéritos policiais, para todos os tipos de ocorrências criminais. No primeiro semestre de 2017, a Polícia Civil saiu de 19.961, no mesmo período de 2016, para 20.940 inquéritos instaurados. Também houve acréscimo de 13% nos termos circunstanciados de ocorrência, de 9.786 para 11.076. 

 

Um dos casos recentes que prova o trabalho rápido das forças de segurança foi a prisão do terceiro suspeito do latrocínio que vitimou o dentista João Bosco de Freitas, 62 anos, no dia 26 de julho. A ação da polícia, somado ao rápido trabalho de investigação resultaram na identificação de todos os envolvidos.

 

O adolescente de 16 anos foi apresentado ao Ministério Público e teve a medida socioeducativa de internação deferida nesta segunda-feira (30). Já outro suspeito, André Fellipe de Amorim, foi mantido preso depois de passar por audiência de custódia, na sexta-feira (28).

 

De janeiro a 27 de julho foram registrados seis casos de latrocínio em Cuiabá, no mesmo período do ano passado foram 12 casos. Em Várzea Grande, foram três este ano contra sete em 2016, em igual período. Já em Mato Grosso foram 19 casos em 2017 e 36 em 2016.

 

Dos nove casos ocorridos na região metropolitana este ano e investigados pelas delegacias especializadas de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf) e Várzea Grande (Derf/VG), bem como pela Roubos e Furtos de Veículos (Derrfva), apenas um está pendente de esclarecimento. 

 

Conforme o delegado geral, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, as investigações dos crimes de roubos seguidos de morte (latrocínio), assim como os homicídios dolosos, são prioritários nas delegacias da Polícia Judiciária Civil. 

 

“As unidades, principalmente as Derf’s, nos casos de latrocínio, têm metodologia específica de atendimento, porque são as primeiras 24 horas que definem a linha de investigação. Tem provas que necessitam ser coletadas nesse momento, como as digitais e imagens, que se perdidas há prejuízo na investigação. Infelizmente, a vida que se perdeu não volta mais, mas temos que dar um alento a essas famílias. Isso se faz descobrindo os autores e levando-os à Justiça”, disse Vasco.

 

O secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, avalia que os investimentos do Governo do Estado foram fundamentais nos resultados de redução dos índices criminais. Além disso, a metodologia de trabalho praticada hoje, materializada na integração das forças policiais, tem sido essencial. 

 

“A Polícia Militar tem estado mais presente nos locais com maior incidência de crimes patrimoniais graves e as abordagens a pessoas em atitude suspeita tem sido uma constante. Somado a isso, temos uma atividade investigativa qualificada das Derfs, que tem feito um trabalho brilhante e obtido êxito no esclarecimento da autoria e da materialidade dos crimes patrimoniais graves, em especial dos latrocínios”.

 

Para o secretário adjunto de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Gustavo Garcia, o trabalho dos núcleos de inteligência policial tem sido essencial nos resultados da redução dos crimes de latrocínio. 

 

“Esses resultados também são graças ao trabalho de inteligência da Polícia Militar e da Polícia Civil que orientam tanto o policiamento preventivo como o repressivo. Com base nos núcleos de inteligência que estão em todas as regionais e nas delegacias especializadas, a Polícia Civil consegue subsidiar as investigações mais complexas e reprimir as organizações criminosas e associações criminosas que praticam essa modalidade de crime contra o patrimônio”, explica.

 

O trabalho de inteligência identifica os principais locais em que essa modalidade de crime patrimonial ocorre. Com isso, a Polícia Militar trabalha na prevenção dos ilícitos. “Por conta das ações integradas, prisões de quadrilhas e o aumento na apreensão de armas de fogo, houve queda dos latrocínios. Além disso, também há o trabalho da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que reprimindo pequenos pontos de tráfico de droga acaba repercutindo na redução dos crimes patrimoniais”.

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