Cuiabá, 15 de Junho de 2024

POLÍCIA Quarta-feira, 06 de Março de 2024, 12:41 - A | A

06 de Março de 2024, 12h:41 - A | A

POLÍCIA / "DOCE AMARGO”

Judiciário e Assembleia Legislativa demitem assessores presos por tráfico de drogas em Cuiabá

Servidores foram presos nesta terça-feira (5), durante a deflagração da operação “Doce Amargo”, da Polícia Civil.

Da Redação
Única News



A Justiça de Mato Grosso e a Assembleia Legislativa (ALMT) anunciaram, nesta quarta-feira (6), a demissão dos servidores Rodrigo Figueiredo e Maria Eduarda Aquino da Costa Marques, presos durante a Operação “Doce Amargo”, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (5) contra uma quadrilha especializada no tráfico de drogas sintéticas na região metropolitana da capital.

Rodrigo atuava como assessor de gabinete do juiz da 9ª Vara Cível de Cuiabá, Gilberto Lopes Bussiki. Maria Eduarda, por sua vez, ocupava a função de assessora parlamentar na Casa de Leis, com salário de R$ 3,4 mil.

Os dois foram presos por participação no esquema de tráfico e comercialização de ecstasy, MDMA, LSD e skank em bairros de classe média alta de Cuiabá.

Além de Rodrigo Figueiredo e Maria Eduarda Aquino, um estudante de Medicina, que não teve a identidade revelada, também foi preso por envolvimento no esquema.

Segundo as investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão à Entorpecentes (DRE), devido ao alto valor comercial, as drogas sintéticas, também conhecidos como “bala” ou “doce”, eram vendidas entre jovens de alto poder aquisitivo da capital, além de baladas e entregas sob encomenda, na modalidade “delivery”.

As investigações da DRE concluíram ainda que parte dos traficantes presos atuam em organizações criminosas, que cobravam uma espécie de “imposto” da quadrilha, para que pudessem traficar e vender "tranquilamente" os entorpecentes na grande Cuiabá.

151 ordens judiciais foram cumpridas pela Polícia Civil de MT, com apoio das delegacias regionais e Polícia Civil do Estado do Paraná, nas cidades de Santo Antônio de Leverger, Campo Novo do Parecis, Castanheira (a 30, 401 e 566 Km de Cuiabá, respectivamente) e também em Foz do Iguaçu, no oeste paranaense.

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