Cuiabá, 13 de Julho de 2024

POLÍCIA Quarta-feira, 05 de Junho de 2024, 16:44 - A | A

05 de Junho de 2024, 16h:44 - A | A

POLÍCIA / FEMINICÍDIO

Justiça mantém prisão preventiva de homem que matou e arrastou corpo da namorada em MT

Inquérito do caso deve ser finalizado nos próximos dias pela Polícia Civil

Ari Miranda
Única News



Durante audiência de custódia nesta quarta-feira (5), a juíza Débora Roberta Pain Caldas, da 2ª Vara Criminal de Sinop (500 Km de Cuiabá), manteve a prisão preventiva do feminicida Wellington Honorato dos Santos (32), que matou e arrastou o corpo da namorada, Bruna de Oliveira (24), no último domingo (2).

RELEMBRE: Mulher é degolada e tem corpo arrastado por motocicleta até valeta

Com a preventiva decretada, o inquérito do caso deve ser finalizado nos próximos dias pela delegada de Polícia Civil Renata Evangelista, da Delegacia Especializada dos Direitos da Mulher (DEDM) de Sinop.

Inicialmente, Wellington deve ser indiciado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.

O assassino foi preso em flagrante na cidade de Nova Maringá (378 Km de Cuiabá), aproximadamente 35 horas depois do crime, em uma rápida investigação da equipe da DEDM, em parceria com delegacias da região.

Em depoimento, o assassino assumiu o crime e disse que antes de matar Bruna, ambos estavam consumindo bebidas alcoólicas associadas com cocaína, na quitinete onde ele morava, quando teve início uma discussão.

Em um acesso de fúria, ele agarrou o pescoço da namorada com as mãos, a derrubou e bateu a cabeça dela com força por várias vezes contra o chão. “Nesse momento, ele percebeu que a vítima [Bruna] havia desfalecido e entendeu que tinha matado ela e teria que tirar o corpo dali. Ele teve a ideia de pegar a corda, que ele tinha usado para amarrar um isopor, uma corda fina (...) que teria dado o sinal de esganamento, que o perito [da Politec] constatou quando da perícia no local”, destacou a delegada.

Além disso, o feminicida garantiu em seu depoimento que não lembra o motivo pelo qual matou a namorada e, devido ao efeito dos entorpecentes no organismo, arrastar o corpo da vítima pela rua para “jogar fora” foi a única opção achada naquele momento para se desfazer do cadáver, alegando ainda que não se lembrava do crime.

“Ele alega que na hora foi a única ideia que ele teve, porque ele tinha moto, que estava na porta da quitinete. Então, teve a ideia de pegar uma corda e amarrar [no pescoço da vítima], entendendo que não teria outra maneira de carregar, e resolveu amarrar [a corda] à cabeça [da vítima] e na traseira da moto, pra jogar no valetão”, destacou Renata Evangelista.

“Ele falou que não lembra, que ele estava surtado. Ele entendeu que tinha matado e que tinha que dar cabo desse corpo, chegando a voltar (...) pra lavar a casa, pois estava muito ensanguentada”, completou a delegada.

O CASO

Após matar a namorada, o feminicida enrolou uma corrente de aço no pescoço dela, trancou com um cadeado e arrastou o corpo com sua motocicleta pela rua até uma vala de esgoto, onde desovou o cadáver.

A polícia foi acionada às 21h30 de domingo para atender a denúncia. O corpo de Bruna foi encontrado pelo irmão dela, jogado em uma valeta no local.

A jovem estava desaparecida desde sábado (1º), quando saiu com Wellington e não retornou mais para casa. Preocupados, familiares teriam entrado em contato com o suspeito, que negou estar junto com a namorada e afirmou que teria deixado ela em casa por volta das 22 horas.

Desconfiado, o irmão de Bruna foi até a casa de Wellington no domingo de manhã em busca de mais informações sobre a irmã. Ao chegar no imóvel, se deparou com marcas de sangue do lado de fora da residência.

O rapaz passou a procurar pela irmã nas proximidades, quando em determinado momento da busca, encontrou o corpo da jovem jogado em uma valeta. Bruna foi encontrada com um corte profundo na garganta e uma corrente enrolada em seu pescoço, fechada com um cadeado.

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