Cuiabá, 26 de Setembro de 2020

POLÍCIA
Terça-feira, 04 de Agosto de 2020, 07h:31

MORTE NO ALPHAVILLE

PM afirma que delegado reuniu com família e advogado de empresário após morte de Isabele

Elloise Guedes
Única News

(Foto: Reprodução)

Um policial militar, que não foi identificado, que também esteve na casa da família Cestari no dia em que a adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, foi morta com um tiro supostamente acidental na cabeça, dado pela amiga B.O.C, também de 14 anos, disse em seu depoimento que o delegado anteriormente responsável pelo caso, Olímpio da Cunha, se reuniu com o empresário Marcelo Martins Cestari e com o seu advogado Rodrigo Pouso, logo depois do acidente.

O militar prestou depoimento na Delegacia Especializada dos Direitos e Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), no dia 29 de julho. Segundo ele, após a chegada da Polícia Civil, o delegado Olímpio se reuniu com a família e o advogado para conversar, aguardando a chegada da Politec.

Durante a oitiva, o PM disse que a princípio, não constatou nenhuma desarrumação ou desorganização no local após a morte da adolescente. Contudo, notou que o corpo de Isabele estava ‘ajeitado’, como se alguém tivesse arrumado, mas que possivelmente pode ter sido em razão das massagens realizadas pelo senhor Marcelo Cestari (proprietário da casa).

O PM disse ainda que percebeu uma quantidade considerável de sangue que saia da cabeça da vítima e seguia em direção ao ralo do banheiro.

Ainda durante o depoimento, o policial afirmou que a Polícia Civil chegou primeiro no local, que permaneceu isolado, liberado apenas após a chegada da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Mais de 20 pessoas já prestaram depoimento desde de que Isabele foi morta. Nessa segunda-feira (3), A Polícia Civil indiciou o empresário por adulteração de armas.

Também nessa segunda-feira, o juiz João Bosco Soares da Silva, determinou que Marcelo terá que pagar R$ 52.240,00 de fiança pelo porte e posse ilegal de arma de fogo. Essa fiança ainda é referente à prisão em flagrante do empresário no dia da morte.

O caso:

Isabele foi encontrada morta no banheiro da casa da família Cestari, após a adolescente B. O. C. disparar acidentalmente contra a amiga. O tirou acertou a narina de Isabele e saiu na nuca.

Em depoimento, B.O.C. afirmou que o tiro foi acidental, após a queda do case onde estavam as armas que ela iria guardar. A arma era do pai do namorado da acusada.

Segundo o namorado de B.O.C., que prestou depoimento junto com o pai, afirmou que a arma não estava carregada.

A mãe de Isabele, Patrícia Guimarães Ramos, que também já prestou depoimento disse, ao sair da delegacia que nunca recebeu uma explicação ou pedido de desculpas da família da adolescente que atitou em sua filha. Ela não acredita em tiro foi acidental e diz que espera por justiça.

A Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) e a Delegacia Especializada do Adolescente, estão trabalhando em conjunto nas investigações.


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