Cuiabá, 21 de Julho de 2024

POLÍCIA Quinta-feira, 07 de Março de 2024, 12:12 - A | A

07 de Março de 2024, 12h:12 - A | A

POLÍCIA / PRESO POR TRÁFICO

“Tenho droga pra hora que você quiser”, disse assessor em conversas de aplicativo

Quebra de sigilo telefônico de um dos investigados da operação “Doce Amargo” revelou que assessor jurídico era fornecedor do esquema.

Ari Miranda
Única News



A perícia no celular do servidor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rodrigo Moreira de Figueiredo, feita pela Polícia Civil após a prisão dele por tráfico de drogas sintéticas em Cuiabá, revelou conversas comprometedoras que confirmam o esquema.

Rodrigo foi preso na manhã da última terça-feira (5), durante a operação “Doce Amargo”, pela equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) de Mato Grosso.

Ele foi preso em sua residência, no Bairro Goiabeiras, após ser acusado de atuar como fornecedor da quadrilha, que vendia drogas como ecstasy, LSD, MDMA e skank a jovens de classe média alta, em bairros nobres e baladas da capital.

Após a quebra do sigilo telefônico do empresário Fabiano Antonio Alves Saffe de Moraes Júnior, um dos alvos da segunda fase da operação, a Polícia Civil encontrou conversas comprometedoras em um aplicativo de mensagens entre Fabiano e Rodrigo, que revelaram a participação do ex-assessor jurídico e de outras pessoas do bando.

VEJA PRINTS NO FINAL DESTA MATÉRIA

Segundo a Polícia, a conversa entre os dois aconteceu no dia 3 de junho do ano passado. Inicialmente, Fabiano envia a Rodrigo um vídeo com imagem da droga que ele tinha para fornecer.

De acordo com as investigações, a princípio, poderia pensar que Rodrigo fosse apenas um dos “clientes”, contudo não é o que se conclui da análise da continuidade das conversas realizadas naquela ocasião.

“Rodrigo afirma a Fabiano Saffe que possui droga de melhor qualidade e por um preço melhor, nada obstante, assevera: ‘Cara, tenho pra hr que vc quiser. Só fazer um rateio aí e me falar a quantidade’, cita trecho do documento da DRE.

“Nesse contexto de cognição sumária, há evidentes elementos indiciários de que Rodrigo é fornecedor de drogas ilícitas para o suposto traficante Fabiano Saffe”, completou.

Rodrigo Figueiredo atuava como assessor de gabinete do juiz da 9ª Vara Cível de Cuiabá, Gilberto Bussiki, que encaminhou um documento ao Tribunal de Justiça (TJMT) pedindo a exoneração do servidor.

A OPERAÇÃO

Durante os trabalhos da operação, 151 ordens judiciais foram cumpridas, sendo 43 mandados de prisões preventivas, 54 mandados de busca e apreensão e 54 ordens de bloqueio de contas, em Cuiabá e nas cidades de Santo Antônio de Leverger, Campo Novo do Parecis, Castanheira (a 30, 401 e 566 quilômetros de Cuiabá, respectivamente) e Foz do Iguaçu, região oeste do Paraná.

Segundo as investigações da DRE, foram identificados traficantes envolvidos com o comércio de drogas sintéticas, como ecstasy, MDMA e LSD, além de outras substâncias, como o skank, droga também conhecida como “supermaconha”, que eram comercializadas entre usuários de maior poder aquisitivo, em bairros nobres da Capital, além de baladas da grande Cuiabá.

O grupo de forma associada, dividindo tarefas e sendo fornecedores diretos a outros contatos, também somando valores para compra de maiores quantidades de drogas com qualidade mais refinada.

Outra parte dos investigados se associava ao grupo comprando drogas para fornecimento a terceiros, captando usuários e intermediando uma espécie de rateio para ampliação das vendas ilícitas.

Destacou-se ainda na investigação a participação de alguns investigados vinculados a uma facção criminosa que atua no Estado de Mato Grosso, mediante o pagamento de espécie de taxa para execução das atividades ilícitas.

LEIA MAIS SOBRE O CASO:

Polícia Civil mira traficantes de drogas sintéticas em MT e no oeste do Paraná

Assessor de juiz, funcionária da AL e estudante de medicina são presos por tráfico

 

FAÇA PARTE DE NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA DIARIAMENTE NOSSAS NOTÍCIAS!

GRUPO 1  -  GRUPO 2  -  GRUPO 3

Álbum de fotos

(Foto: Reprodução/Polícia Civil)

(Foto: Reprodução/Polícia Civil)

(Foto: Reprodução/Polícia Civil)

(Foto: Reprodução/Polícia Civil)