Cuiabá, 26 de Fevereiro de 2021

POLÍTICA MT
Terça-feira, 26 de Janeiro de 2021, 08h:51

PEGO NO PULO

Ex-vereador de VG vira réu em ação por contratar funcionário fantasma

Abraão Ribeiro
Única News

VG

Ex-vereador por Várzea Grande, Edmar Caetano de Souza

As coisas não andam muito boas para o lado do ex-vereador por Várzea Grande, Edmar Caetano de Souza.

“Pego no pulo” em 2003 contratando funcionário fantasma em seu gabinete, na Câmara Municipal da Cidade Industrial, agora o ex-vereador virou réu em uma ação proposta pelo Ministério Público do Estado e acolhida pelo juiz Wladys Roberto Freire do Amaral, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) desta segunda-feira (25).

Entenda o caso:

Na época (2003), o então presidente da Câmara Municipal, Walalce Guimarães, nomeou José Carlos Bello como servidor “fantasma” para atuar no gabinete do então vereador Edmar Caetano de Souza. Porém tal servidor não tinha conhecimento da nomeação e permaneceu por 8 (oito) meses como motorista.

Outro agravante é que não houve recolhimentos para a Previdência Social ao procurar o Instituto em 2011. Bello foi informado que a Câmara Municipal não havia realizado os recolhimentos.

Segundo José Carlos Bello, ele nunca foi servidor da Câmara, apenas prestou algumas vezes serviços de som mecânico particular para o vereador e sempre assinou recibo comum, e que após o ocorrido tentou buscar mais informações com o vereador Edmar e o ex-prefeito Wallace Guimarães.

Edmar tratou-o com grosseria e Wallace mandou que buscasse seus direitos.

Em 2008, a ação foi proposta em desfavor do ex-vereador Várzea-grandense, e agora vira réu. Isso poderá levá-lo a condenação por enriquecimento ilícito, malversação de recursos públicos e violação dos princípios constitucionais que informam a Administração, sendo passível de implicar agentes públicos e particulares beneficiários nos tipos elencados nos artigos 9º, 10 e 11 da Lei de Improbidade Administrativa.

O MP requereu a realização de atualização contábil dos valores desviados/apropriados pelo então vereador Edmar Caetano para devoluções. Por conta disso, a ação contra Edmar é para restituição dos cofres públicos no valor de R$ 26.187,17.


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