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POLÍTICA Segunda-feira, 29 de Março de 2021, 15:03 - A | A

29 de Março de 2021, 15h:03 - A | A

POLÍTICA / DEBATE NO SENADO

Fagundes espera que futuro ministro acelere importação de tecnologia para vacinas

Da Redação
Única News



O relator da Comissão Especial Temporária do Senado, que debate as ações contra a covid-19, Wellington Fagundes (PL-MT), disse nesta segunda-feira (29) que espera que o novo ministro das Relações Exteriores ajude a acelerar o processo de transferência tecnológica ao Brasil, objetivando a produção de vacinas contra o novo coronavírus. Com isso, antecipar o calendário de vacinação da população. O nome do novo ministro ainda está por ser definido e substituirá Ernesto Araújo, que anunciou pedido de demissão nesta segunda.

“O chanceler Ernesto Araújo perdeu as condições de seguir à frente do Ministério das Relações Exteriores. Enquanto lutamos por vacinas, esperamos que o Governo se adeque ao momento da geopolítica mundial e o Brasil possa voltar a firmar relações seguras com as nações”, disse o senador, em suas redes sociais.

Fagundes falou, durante reunião da Comissão Temporária, sobre a expectativa de produção de 400 milhões de doses adicionais de vacina. O colegiado se reuniu para tratar da inclusão de laboratórios que fabricam imunizantes para animais na produção de vacinas contra a Covid-19. Ao todo, seriam adicionadas à produção três plantas industriais com certificação NB3+, que poderão se transformar - com poucos ajustes - em NB4 (maior nível de biossegurança).

Aliada à escala de produção em que essas indústrias estão habituadas, o uso dos laboratórios, segundo o relator da Comissão da Covid-19, provocaria “significativa redução, ou mesmo a eliminação da atual dependência do Brasil em relação ao insumo básico, o IFA, todo importado”.

O parlamentar confirmou que há o desejo de algumas das maiores empresas filiadas ao Sindan "de converter temporariamente suas gigantescas plantas para a produção de vacina contra a covid-19". Reforçou que o setor opera sob os mais exigentes critérios de biossegurança e rastreabilidade da Organização Mundial da Saúde (OMS) e organismos internacionais, e é graças a esse trabalho, segundo ele, que "a pecuária brasileira é a número 1 do planeta".

O vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Emílio Salani, confirmou que negocia com o Governo a possibilidade de produção de vacinas inativadas contra a covid-19 nas plantas industriais de imunizantes voltadas à saúde animal. Ele explicou que, "de posse das informações recebidas pela indústria da saúde animal sobre o cultivo da inativação e preparo, a indústria tem a possibilidade de debater com as autoridades, como a Anvisa e os ministérios da Saúde e Agricultura, a viabilidade da produção de vacinas humanas contra o coronavírus".

ANVISA - Meiruze Freitas, diretora da Anvisa, também presente à reunião, confirmou que haverá uma audiência do Sindan com diversos órgãos governamentais para tratar do tema. Ela ressaltou que, em todas as estratégias para ampliar o acesso à vacina, a Anvisa “vai estar dentro”. Ela acentuou que não existe a menor resistência a qualquer que seja a vacina.

“Vamos avaliar essa questão da produção, em especial a transferência de tecnologia do insumo farmacêutico ativo, para verificar quais são as provas de comparabilidade que precisam ser feitas com o insumo farmacêutico que realizou os estudos clínicos, que a gente conhece, e também as questões relacionadas ao envase e à formulação, que são mais específicas para utilização em humanos. Então, eu queria colocar que estamos abertos e vamos avaliar todas as possibilidades, considerando o potencial que o Brasil tem dentro do parque de produção de vacinas no âmbito veterinário” , disse.

IFA e soberania - Ao manifestar satisfação com a possibilidade de os laboratórios que produzem vacinas para imunizar animais entrar no processo de produção de vacinas para a Covid-19, o secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcelo Marco Morales, enfatizou que o Brasil tem possibilidade de ter um insumo farmacológico ativo produzido no País, sem a dependência de outras nações.

Ele ressaltou também a importância de se prospectar essas plantas do setor veterinário que, segundo ele, poderiam ajudar de forma importante na produção das vacinas que estão sendo importadas, e também na produção nacional. “Existem possibilidades de expandirmos o parque tecnológico brasileiro de produção de vacinas. Inclusive, aquelas de produção com insumo farmacológico ativo em Território Nacional, que nos vai dar uma condição de soberania aqui no País”, frisou.

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