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POLÍTICA Quinta-feira, 18 de Agosto de 2016, 09:26 - A | A

18 de Agosto de 2016, 09h:26 - A | A

POLÍTICA / NO MATO GROSSO

Leis de passe livre para PNEs e cotas para dows em concurso são aprovadas

Da redação - Suelen Alencar com Assessoria



Dois projetos de leis foram aprovados em segunda votação durante sessão plenária vespertina desta quarta-feira (17.08), na Assembliea Legislativa e devem virar lei.

 

Apresentadas pela Deputada Janaina Riva (PMDB), o projeto acora segue para sanção do Governador Pedro Taques.  O primeiro, 369/15, concede passe livre às pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (PNEs) no transporte coletivo intermunicipal. O segundo, 37/15,  dispõe sobre a fixação de cota nos concursos públicos de Mato Grosso para os portadores de Síndrome de Down.

 

(Foto: assessoria)

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A lei de 37/15 prevê o mínimo de dois por cento das vagas para aos portadores de Síndrome de Down, em concursos realizados em Mato Grosso guardadas as devidas proporções de limitações de funções e graus da síndrome. Segundo a Deputada outros estados já tem leis como essas "O Distrito Federal, em sua Lei Orgânica, inciso VII, artigo 19, já estabelece a reserva de percentual de cargos e empregos públicos para os portadores de deficiência. Assim, o Estado de Mato Grosso não seria o pioneiro nesta matéria tão importante, mas por certo, estaremos cuidando e olhando das minorias e respeitando princípios constitucionais", disse.

 

 

Sobre a concessão do passe livre aos PNEs no transporte coletivo intermunicipal, a parlamentar explica que a lei se refere apenas as pessoas comprovadamente carentes. Segundo Janaina, a Lei Federal nº 8.899, de 29 de junho de 1994, que concede o benefício, chegou a ser contestada, mas foi declarada constitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. A relatora da ADI 2.649-6, ministra Cármen Lúcia, afirmou que o artigo 170, caput, da Constituição, dispõe ser a ordem econômica fundada na valorização do trabalho e na livre iniciativa para o fim de assegurar a todos a existência digna. Para a ministra, não se trata da criação de um benefício sem fonte de custeio, pois o artigo 195, parágrafo 5º, da Constituição, refere-se a benefícios com ônus direto a ser suportado pelos cofres públicos.

 

 

“No entendimento da própria ministra, a busca de igualdade de oportunidades e possibilidades de humanização das relações sociais determina a adoção de políticas públicas a fim de que se amenizem os efeitos das carências de seus portadores. Portando acredito que o governador vá sancionar essa lei, mas caso ele vete, trabalharei  para a derrubada do veto. O meu olhar estará sempre voltado para as minorias", finalizou.

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