Cuiabá, 13 de Julho de 2024

POLÍTICA Quinta-feira, 25 de Outubro de 2018, 10:06 - A | A

25 de Outubro de 2018, 10h:06 - A | A

POLÍTICA / APONTADO EM DELAÇÃO

TJ decide nesta quinta se aceita denúncia contra Maluf sobre desvios na Seduc

Da Redação



(Foto: AL-MT)

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Após ser apontado na delação do empresário Alan Malouf como um dos participantes de um esquema de desvio de recursos da Secretaria de Estado de Educação investigado na operação Rêmora, o Pleno do Tribunal de Justiça irá decidir nesta quinta-feira (25), se aceita uma denúncia oferecida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) do Ministério Público Estadual contra o deputado estadual, Guilherme Maluf (PSDB).



Na última sexta-feira (19), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio quebrou o sigilo da delação premiada de Alan Malouf, que é primo do deputado. De acordo com o empresário, o esquema só foi possível com o apoio político de Maluf, que nega qualquer envolvimento.

 

O empresário revelou o esquema de desvios de recursos na Seduc comprometendo, inclusive, o nome do deputado em que revelou ser o líder da organização recebendo 25% da propina arrecadada.

 

Na delação consta a informação que Guilherme Maluf era um dos líderes do esquema de desvios da Seduc, que resultou na operação Rêmora, deflagrada no dia 3 de maio de 2016 – 2º ano da gestão do governador tucano Pedro Taques -, e mostrou um esquema muitíssimo bem montado de corrupção nas licitações para obras de reforma e ampliação de escolas, chegando a um ‘rombo’ no erário de R$ 56 milhões.

 

No documento da delação, aponta que Maluf era um dos beneficiários direto do recebimento da propina, além de ser o responsável para fazer as “articulações” necessárias para o desenvolvimento dos esquemas.

 

Aponta ainda que o empresário Giovani Guizardi – também delator e um dos operadores do esquema de fraudes na Seduc – era o “testa de ferro” dos funcionários públicos, Alan e Guilherme Maluf, ou seja, era o que fazia o “trabalho sujo”, para não identificar os verdadeiros solicitantes e recebedores da propina.

 

Giovani era o que intermediava com os funcionários públicos fazendo os pagamentos, resolver problemas “burocráticos” e até recolher reclamações sobre o acordo do esquema entre os servidores e os líderes.

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