Cuiabá, 21 de Julho de 2024

POLÍTICA Quinta-feira, 30 de Maio de 2024, 16:41 - A | A

30 de Maio de 2024, 16h:41 - A | A

POLÍTICA / ALEGOU PERSEGUIÇÃO

“Chapada tem "coronel", todo mundo sabe como funciona”, diz Fabiana sobre cassação

Vereadora falou sobre a cassação de seu mandato e disse que está sendo vítima de perseguição política e de gênero em Chapada dos Guimarães.

Da Redação
Única News



Após ter o mandato cassado por 9 votos a 2, a vereadora Fabiana Nascimento, a “Fabiana Advogada” (PSDB), disse em entrevista concedida ao Jornal do Meio-Dia (TV Vila Real) desta quinta-feira (30) que está sendo vítima de perseguição política no município de Chapada dos Guimarães (65 Km de Cuiabá). Porém disse confiar na Justiça para reverter o quadro.

Ela teve o mandato cassado pela segunda vez nesta quarta-feira (29), quando repetiu a votação da primeira cassação que sofreu, em dezembro do ano passado, por uma suposta quebra de decoro parlamentar, ao supostamente advogar contra a prefeitura de Chapada, o que é proibido por lei.

“Chapada tem coronel. Não é segredo, todo mundo sabe como funciona. Temos dois prefeitos. Então é a verdade dos fatos, e eu estou sofrendo uma perseguição política, todo mundo sabe”, disse Fabiana ao apontar a perseguição orquestrada pelo ex-prefeiro e ex-secretário de Governo, Gilberto Mello em um suposto conluio com a Câmara de Vereadores.

A parlamentar cassada apontou que passou a ser alvo de Gilberto após cobrar a prestação de contas relativa ao Festival de Inverno de 2023. Fabiana explicou que como o evento conta com recursos públicos oriundos do Governo do Estado e de emendas parlamentares, na ocasião ela queria saber qual seria a aplicação do montante conquistado com a venda dos camarotes.

“Até porque, o que que está sendo feito com esse dinheiro que está sendo da venda desse camarote? É para pagar palco? Mas e o dinheiro que vem, que é investido do governo, o dinheiro que é investido das emendas parlamentares? Tenho questionado. Se você questionar é lapada como estou sendo. Está claro que é perseguição política de gênero”, enfatizou Fabiana.

Fabiana Nascimento destacou que o intuito do grupo é inviabilizar sua candidatura, seja a prefeita de Chapada, seja para reeleição à Câmara Municipal. O nome da parlamentar é um dos mais cotados no grupo de oposição, que reúne quatro partidos, para fazer frente a candidatura à reeleição de Osmar Froner (UB).

“Eles querem me tirar da concorrência, do páreo. Eles querem me tirar tanto se for para a reeleição como vereadora, já que sou uma vereadora atuante, uma vereadora que pode puxar ali o meu histórico de requerimentos, uma das que mais faz requerimentos”, asseverou.

“Realmente eu fiscalizo, desenvolvo meu papel de vereadora. E lá [em Chapada] é assim: ou você segue a ordem dele [Gilberto] ou cai no pau. Sou oposição, tenho meu posicionamento. O que é bom para o município vou votar, tenho acompanhado. Tenho a obrigação de questionar valores, dinheiro, onde que está sendo investido o dinheiro público do nosso município”, completou Fabiana.

A vereadora cassada reiterou que não há justa causa para a perda do mandato, assim como ocorreu em dezembro do ano passado, quando a Câmara, pelo mesmo placar, cassou o seu mandato.

“Hoje vejo que é uma perseguição política, que eles estão usando o poder que a Câmara tem, que o Legislativo tem, para fazer a minha cassação, para me tirar de circulação. Até porque quem é o denunciante? É o ex-secretário de governo, que na época era secretário de governo da gestão, Osmar Froner de Mello. E mandou para Casa. A mesma denúncia que ele fez na Casa, no desespero, fez no Ministério Público, que se manifestou pelo arquivamento. Ele recorreu, veio para a Procuradoria, que manteve a decisão do promotor de piso”, lembrou.

A parlamentar lembrou também que a própria Comissão Processante da Câmara de Chapada encaminhou o caso para a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso (OAB-MT), que se posicionou pelo arquivamento do caso, ao não constatar irregularidades na conduta profissional de Fabiana.

“A OAB se manifestou falando que não tinha advogado contra o município. Os três processos que eu estou sendo acusada por advogar contra o município estão no PJE, são públicos. Qualquer pessoa pode entrar, qualquer advogado pode acessar. Está claro que eu não advoguei contra o município”, ratificou.

A defesa de Fabiana irá recorrer da decisão e já prepara o recurso, que será apresentado em breve ao Judiciário, a fim de devolver o mandato à parlamentar.

Este é o primeiro mandato de Fabiana, que conquistou 442 votos, sendo a terceira mais votada do município nas eleições de 2020.

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