Cuiabá, 22 de Fevereiro de 2020

POLÍTICA
Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2020, 15h:59

BATE-REBATE

Mendes responde empresários e diz que consumidor tem poder de escolha

Ana Adélia Jácomo
Única News

Foto: (Mayke Toscano)

A clima de animosidade entre o Governo do Estado e setor de comércio e indústria de Mato Grosso ganhou novo desdobramento nessa quarta-feira (15). Ocorre que o Estado elevou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de vários produtos, o que teria elevado os preços ao consumidor final, já a partir deste mês.

Em entrevistas, Mendes disse que os mato-grossenses "são sabidos" e podem comprar pela internet, evitando a alta dos preços nos produtos locais. A declaração foi rapidamente rechaçada pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat), que pediu ao governador mais respeito aos empresários.

Em nota divulgada pela Comunicação do Governo, o Estado voltou a alfinetar o setor e demonstrou que não vai ceder na queda de braço e não deve recuar na alta dos impostos.

“Com relação ao suposto aumento dos produtos por parte de algumas empresas, o governo esclarece que o mercado se autorregula por iniciativa dos próprios consumidores, que é o detentor do poder de escolha, pois o mercado e sua vontade são soberanos. Contudo, os abusos podem ser denunciados aos órgãos competentes. O que o Governo preza e defende é a livre iniciativa, um mercado competitivo, aberto e que possa ser atraente para os consumidores, lucrativo e que gere emprego e renda”, diz trecho da nota oficial.

A Facmat, que representa 54 Associações Comerciais e Empresariais no Estado e mais de 18 mil empresas de todos os segmentos econômicos, lamentou as declarações do governador, que orientou os consumidores a comprarem pela internet (produtos de outros estados), para evitar a alta do ICMS em alguns produtos.

“O Governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, esclarece que não incentivou ou defendeu qualquer campanha para que a população passe a adquirir produtos no comércio eletrônico de outros estados, em decorrência de supostos aumentos de preços no mercado interno”, esclarece a nota do governo.

Mendes ainda alfinetou o setor, relembrando a farra dos incentivos fiscais iniciada em 2011 e que durou até 2015, quando eram concedidos benefícios a diversas empresas, em troca de favores e propinas. O esquema foi revelado em delação premiada pelo ex-governador Silval Barbosa (sem partido).

“O governador destacou que a atual gestão incentiva o desenvolvimento econômico de Mato Grosso e já adotou medidas que demonstram isso, como a exemplo da correção de distorção na concessão dos incentivos fiscais para o setor do comércio que trouxe maior competitividade e segurança jurídica. Existiam empresas do mesmo segmento e com benefícios diferentes”.

“Alguns dos incentivos fiscais concedidos a determinados setores foram alvo de delação premiada do ex-governador, do período de 2011 a 2014. Por isso, o governo decidiu por não manter qualquer benefício fiscal que foi concedido em troca do recebimento de vantagens indevidas”, finalizou a nota do Governo. (Com assessoria)


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