Os bens bloqueados do ex-secretário de Estado acusado de corrupção, Marcel Cursi, no valor de R$ 1,6 milhão, já seriam o suficiente para fazer o reembolso ao erário e ainda estaria sobrando R$ 435 mil, que ele tenta reaver.
O juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Popular, Bruno D’oliveira Marques, reconheceu o excesso de indisponibilidade de bens e pediu um levantamento em outras ações às quais Cursi responde, para verificar se os valores cobrem o “rombo” deixado por esquema tributário e se é possível devolver parte ao ex-secretário.
“Determino que seja certificado nos autos se as referidas ordens de indisponibilidade nessas outras ações foram integralmente cumpridas, mediante a constrição de bens suficientes para assegurar o Juízo”, diz trecho da decisão, publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta quarta-feira (07).
Cursi se complicou em esquema de beneficiamento tributário da JBS Friboi, no valor de R$ 73 milhões, através do Prodeic, no governo de Silval Barbosa, e chegou a ficar preso, por dois anos, acusado de formar organização criminosa, fraude processual, corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com denúncia do Ministério Público, o esquema alterou regras do ICMS, em prol da Friboi.
Nesta ação em específico, Cursi responde por “ajudar” o frigorífico com créditos tributários. Agora, para desfazer o erro, do ponto de vista financeiro, pede que somente um imóvel seja apreendido. O juiz requereu a juntada da matrícula dele aos autos, em um prazo de 15 dias, e só depois vai decidir.
À esta ação respondem também Silval e os ex-secretários Pedro Nadaf e Edmilson dos Santos, além da JBS S.A. e o diretor da empresa, Valdir Boni.
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