Cuiabá, 24 de Fevereiro de 2020

POLÍTICA
Sexta-feira, 20 de Dezembro de 2019, 15h:43

VAGA DE SELMA ARRUDA

Contrariando Mauro Mendes, Júlio Campos defende candidatura própria do DEM ao Senado

Euziany Teodoro
Única News

O Democrata Júlio Campos, que já colocou seu nome na disputa pela vaga da ex-juíza Selma Arruda (Podemos) ao Senado, vem batendo de frente com o governador do Estado, Mauro Mendes (DEM), defendendo candidatura própria do partido para o cargo e negando apoio a Carlos Fávaro (PSD), por quem Mendes parece ter preferência.

Em entrevistas durante esta semana, Mauro Mendes tem afirmado que seria “coerente” manter apoio a Fávaro na futura eleição suplementar, sendo fiel à aliança que foi formada durante a campanha de 2018.

Para Júlio, a coligação de 2018 acabou no momento em que os votos foram apurados. “Cada eleição é uma eleição. Cada coligação é uma coligação. A nossa coligação terminou no dia que acabou a apuração. O próprio presidente do partido, Antônio Carlos Magalhães Neto, me comunicou oficialmente que o partido faz questão que o DEM dispute com candidatura própria essa vaga aqui em Mato Grosso. O DEM nacional tem esse interesse. Agora: tudo é conversado. Nada pode ser discutido ou decidido ou por Mauro Mendes ou por Jayme Campos ou por Júlio Campos. Tudo é decidido democraticamente na executiva do partido e depois na convenção”.

Segundo ele, há uma corrente no partido que não aceita o apoio a Fávaro, independente do governador, devido a um comportamento do então candidato em 2018.

“Há uma restrição muito séria com relação a esse apoio ao Carlos Fávaro em determinada corrente do partido. Não só Jayme, mas muitos aliados ficaram insatisfeitos pelo comportamento que ele teve no final da campanha de 2018, quando, em vários municípios de Mato Grosso, ao invés de optar pela candidatura de Jayme, ele fazia acordo com outros candidatos. Ele esquecia que nós aqui da Baixada Cuiabana vinculamos fortemente seu nome”, conta.

Enquanto isso, Júlio se mantém pré-candidato, mas vai aguardar a decisão final do partido. “Temos que decidir. Vamos sentar em conjunto. Não estou afobado pra ser candidato. Coloquei meu nome à disposição, mas se não for possível ser candidato, vou apoiar quem o partido decidir”, finalizou.

Eleição suplementar

Selma Arruda teve a cassação de seu mandato confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral em 10 de dezembro, por prática de Caixa Dois e abuso de poder econômico nas eleições de 2018, quando se consagrou senadora com cerca de 677 mil votos.

O acórdão foi publicado na última quarta-feira (18), determinando afastamento imediato da senadora e realizações de novas eleições para o cargo. O Tribunal Regional Eleitoral anunciou quatro datas possíveis: 8 de março, 26 de abril, 10 de maio ou 21 de junho.

Com a publicação do acórdão, o TRE-MT tem até 40 dias para definir a data.


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