Cuiabá, 24 de Novembro de 2020

POLÍCIA
Sexta-feira, 23 de Outubro de 2020, 17h:14

"LIBERDADE"

Arcanjo tira tornozeleira e passa a cumprir pena em regime aberto

Elloise Guedes
Única News

(Foto: divulgação)

O ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro vai ter a tornozeleira eletrônica retirada, após a decisão do juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da Segunda Vara Criminal. Além da retirada da tornozeleira, Arcanjo passa a cumprir pena em regime aberto. A decisão é desta sexta-feira (23).

De acordo com o documento, o cálculo da pena alcançou direito à progressão no dia 16 de novembro de 2014. Os cálculos foram feitos com base nas decisões do Tribunal de Justiça. Não foi comprovado também, que o ex-bicheiro tenha cometido novos crimes ou descumprido condições impostas para o cumprimento da pena. Somadas, as penas são de 38 anos e 4 meses.

“O representante ministerial opinou de forma contrária à progressão regimental do apenado, sob o argumento que o memorial de pena apresentado se encontra em dissonância com o decisum proferido nos autos, de modo que o critério temporal somente restará atingido em 16/01/2021”, diz trecho do documento.

Foi determinado, também, que o ex-comendador cumprirá regime aberto, nas condições de recolher-se em sua residência diariamente, no período das 23h às 6h, além de comparecer uma vez a cada dois meses no Ganha Tempo ou na Fundação Nova Chance.

“Em caso de descumprimento de qualquer das condições acima poderá ser decretada a sua prisão, com a finalidade de apresentá-lo(a) imediatamente em audiência de justificação, podendo acarretar revogação do benefício e regressão do regime prisional para o fechado”, determinou o juiz.

Entenda o caso

No dia 24 de outubro de 2013, João Arcanjo Ribeiro foi condenado a 19 anos de prisão em regime fechado pelo Tribunal do Júri, na Comarca de Cuiabá, como mandante da morte do empresário Sávio Brandão. Assassinado em setembro de 2002 com cinco tiros.

O ex-comendador também é acusado de ter mandado matar os empresários Rivelino Brunini, Fauze Rachid Jaudy e Mauro Manhoso, o cabo da PM Valdir Pereira, e Leandro dos Santos, Celso Borges e Mauro Moraes, que teriam assaltado uma das bancas de jogos de bicho da Colibri.

Em maio de 2019, João Arcanjo foi preso novamente acusado de atuar no jogo do bicho em Mato Grosso e em outros estados. Para manter os pontos de apostas, ele adotava medidas violentas contra os concorrentes que ameaçavam seu território.

Na Operação Mantus, também foi preso o empresário Frederico Muller Coutinho, dono da Ello FMC, que atuava no mesmo ramo de jogos de azar e lavagem de dinheiro, conforme denúncia. Os funcionários da Ello também foram detidos.

O grupo denominado Colibri era liderado por Arcanjo e o seu genro, Giovanni Zen Rodrigues, também preso na operação.


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