Cuiabá, 15 de Junho de 2024

POLÍCIA Quarta-feira, 24 de Abril de 2024, 15:00 - A | A

24 de Abril de 2024, 15h:00 - A | A

POLÍCIA / CRIME EM PEIXOTO DE AZEVEDO

VÍDEO: Padre baleado em ataque fala sobre o caso e perdoa mãe e filho por morte de amigo

Sacerdote falou sobre os momentos de terror e o trauma pós-crime, ocorrido no último domingo (21) no norte de MT

Ari Miranda
Única News



Em entrevista ao programa ‘Encontro’ (Rede Globo), nesta quarta-feira (24), o padre José Roberto Domingues, baleado por mãe e filho durante uma confraternização em Peixoto de Azevedo (673 Km de Cuiabá), contou detalhes sobre o crime que resultou na morte dos idosos Pilson Pereira (80) e Rui Luiz Bogo (68), no último domingo (21), no norte do estado.

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Em conversa com a jornalista Patrícia Poeta, o líder religioso contou que durante o ataque foi baleado na mão pelos autores do crime, Inês Gemilaki (48) e o filho dela, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz (28), porém destacou que a dor maior foi em seu psicológico, abalado pela perda brutal de um grande amigo.

"Fisicamente, graças a Deus bem, porque a cirurgia foi bem sucedida, estou agora em tratamento, já tive alta. Mas, emocionalmente, muito abalado, porque perder um amigo como era o seu Rui Bogo, de uma forma tão trágica, nos abala muito", disse.

"O tempo vai passando e emocionalmente a gente não melhora. As cenas vão vindo cada vez mais fortes à nossa mente", completou.

O sacerdote contou ainda que estava no local celebrando o aniversário de Erneci, dono da residência, conhecido como “Polaco”, a convite do próprio aniversariante e de seu amigo, Rui Bogo, quando mãe e filho chegaram ao local atirando, momento em que ele corre para se esconder dos disparos.

“Por volta das 3 da tarde, nós começamos uma partida de canastra, jogo de cartas bastante popular aqui entre nós [de Peixoto de Azevedo], quando eu escutei os estampidos, o Bruno atirando e falando que era vingança pela Inês, que até então, eu não sabia quem era, não conhecia”, afirmou.

“Ele [Bruno] atirou pelos vidros de onde estávamos e, quando eu olho para trás, eu vejo uma [calibre] 12 de repetição. Corro para trás do sofá e fico ali de bruços, quando a Inês entra atirando. Ela quem matou as pessoas e é ela que atira em mim”, enfatizou.

Apesar do ferimento e todo o abalo emocional, em rede nacional, o padre José Roberto liberou perdão aos assassinos pelo morte de seu amigo e por todo o transtorno que causaram.

“Antes de ser padre, eu sou cristão, e o cristão deve se guia pelo que Cristo disse e fez. Apesar do que houve, eu quero perdoar tanto a Inês quanto seu filho Bruno, porque o pecado cega as pessoas, e ali foi um momento de cegueira extrema”, asseverou.

“Então, se Cristo, do alto da cruz, sofrendo injustamente mais do que eu, ofereceu seu perdão, eu oferto esse sangue derramado da minha mão pela conversão deles [Inês e Bruno]. E nesse período de prisão, porque uma coisa é o perdão, outra coisa é pagar, que esse tempo sirva para que eles se convertam [a Cristo]", pontuou.

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