Cuiabá, 28 de Fevereiro de 2021

POLÍTICA MT
Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2021, 16h:52

VLT X BRT

Manifesto defende VLT e critica decisão de Mendes: ‘simples e equivocada’

Euziany Teodoro
Única News

(Foto: Gcom-MT)

Um manifesto assinado por seis entidades, que representam a indústria e os serviços de mobilidade, transporte urbano de passageiros e engenharia no Brasil, traz à tona vários motivos pelos quais o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) não deve ser substituído pelo Bus Rapid Transit (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande.

As entidades – Simefre, Abifer, ANP Trilhos, Aeamesp, Afaf e Instituto de Engenharia – acusam o governador Mauro Mendes (DEM) de tomar uma decisão sem qualquer fundamento técnico, uma decisão “simples e equivocada”, de acordo com o manifesto.

“As entidades abaixo assinadas, que representam a indústria e os serviços de mobilidade, transporte urbano de passageiros e engenharia no país, através da presente Carta Manifesto vem a público em defesa dos interesses nacionais e da sociedade para expressarem preocupação com o ato do Governo do Estado de Mato Grosso, que sem estudos técnicos suficientes, decidiu de forma simples e equivocada mudar o modal de transporte de passageiros em Cuiabá e Várzea Grande, do VLT para o BRT”, escreveram.

Vicente Abate, diretor do Simefre e presidente da Abifer, afirma que tenta, desde outubro do ano passado, marcar uma reunião com Mauro Mendes, mas foi ignorado. “Foram dois meses sem resposta ao nosso pedido de audiência, o que nos leva a deduzir que ele tenha tomado essa decisão sem falar com a sociedade, sem falar com especialistas.”

"Nos leva a deduzir que ele tenha tomado essa decisão sem falar com a sociedade, sem falar com especialistas.”

Abate cita, como exemplo, um dos “absurdos” no relatório que embasou a decisão de trocar o VLT pelo BRT.

“Ele fala [o governador] que o custo da conclusão da obra do BRT é de R$ 430 milhões com a aquisição dos 54 ônibus elétricos. E o custo do VLT ele fala em R$ 763 milhões. Eu não vou questionar o custo do VLT, mas sim o do BRT: ele precisa multiplicar este valor por três, porque o ônibus elétrico tem vida útil de 10 anos, enquanto a vida útil do VLT é de 30 anos”, afirma.

As entidades defendem que o assunto seja discutido com a população, por meio de audiências públicas, a fim de “trazer a verdade à tona”, já que Mendes não quis ouvir ninguém a respeito.

Uma grande lista das vantagens do VLT sobre o BRT foi inclusa no manifesto. Veja:

O resumo, ponto a ponto, evidencia que o VLT é a melhor alternativa para Cuiabá– Várzea Grande, pelas seguintes razões:

>> melhor interesse público;
>> menor custo para a conclusão das obras;
>> menor tempo para implantação;
>> licenças ambientais, autorizações, projetos básicos, executivos e demais documentos necessários já existentes;
>> melhor forma de contratação, com investimentos majoritariamente privados (PPP);
>> menor tempo para publicação do edital de licitação. Primeiro trecho já esta praticamente pronto, basta dar andamento;
>> menor risco. Projeto executivo existente e parcialmente implantado;
>> material rodante já adquirido, entregue e pronto para entrar em operação;
>> maior velocidade operacional. Dispõe de menor tempo de carregamento nas estações (portas mais largas), via dedicada (sem interferências), sistemas operacionais que automatizam e otimizam sua operação, como por exemplo o sistema de priorização semafórica;
>> menor custo operacional pelo menor número de condutores, pois carrega mais passageiros por unidade (trem);
>> as extremidades do VLT facilitam a inversão de sentido nos pontos terminais, enquanto os BRTs necessitam de grandes áreas para manobras, o que implica em mais desapropriações;
>> sistema estruturante integrado e abastecido por outros modais;
>> os sistemas VLT são conhecidos como indutores de transformações urbanísticas, melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento socioeconômico, como ocorreu, por exemplo, no Brasil: no Rio de Janeiro e Santos, ou em praticamente todas as 200 cidades em que foi mundialmente implementado;

CONFIRA O MANIFESTO

Divulgação

Carta Manifesto VLT X BRT

 


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