Cuiabá, 05 de Julho de 2020

POLÍTICA MT
Sexta-feira, 08 de Maio de 2020, 09h:21

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Após reunião com ministro Teich, Figueiredo aguarda mais respaldo do Governo Federal

Euziany Teodoro
Única News

Cristiano Antonucci

Os secretários de Saúde de todos os estados brasileiros se reuniram com o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, por meio de videoconferência na terça-feira (5) e aguardam um respaldo maior do Governo Federal frente à pandemia do coronavírus.

O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, afirmou em coletiva nesta sexta-feira (8) que existe uma grande “campanha” para que o Governo Federal se conscientize de que a pandemia realmente existe e cresce a cada dia.

“Prioridades foram solicitadas pelos secretários. Há uma campanha bastante grande alertando que existe uma pandemia, porque o Governo Federal praticamente não investiu nisso. Só os estados estão fazendo esse trabalho”, disse.

Para ele, a reunião proporcionou um amadurecimento da relação entre o ministro e os secretários. “Toda reunião é o amadurecimento de uma relação. É um ministro que chega em meio a uma pandemia, que precisa se inteirar com mais velocidade e, do outro lado, um número grande de secretários angustiados com essa pandemia. A falta de resposta estava agoniando e secretários de estado começam, assim, a melhorar esse relacionamento. O Ministério da Saúde começa a dar respostas mais efetivas para aquilo que efetivamente poderá fazer.

Segundo Figueiredo, o Ministério começa a dar respostas mais efetivas, mas ainda há dificuldades em um efetivo suporte aos Estados, especialmente no que se refere à compra de equipamentos, principalmente respiradores.

“O Ministério da Saúde está envidando esforços em relação aos leitos de UTI que foram programados para serem disponibilizados aos Estados. Esse é um conflito grande, por que o leito de UTI requer um equipamento com respiradores mecânicos. Mato Grosso recebeu 10 conjuntos para montar 10 leitos de UTI, mas nenhum respirador veio junto. Então não são 10 leitos de UTI, não podem ser considerados. Os que estamos usando são os providenciadas pelo Governo do Estado”, contou.

Ele reforça que a pandemia começa a se agravar, o que pode ser percebido pelos boletins diários divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde. A exemplo: no dia 30 de abril, uma semana atrás, haviam 302 casos confirmados da doença, com 5 pessoas internadas em leitos públicos de UTI. Hoje, 8 de maio, já são 420 casos, com 13 internações de casos graves.

“A pandemia começa a se agravar, inclusive aqui em Mato Grosso. Pelo próprio boletim, vemos o número crescente de casos daqueles que estão chegando aos hospitais em nossas UTIs. Que o ministro possa assessorar os estados naquelas decisões que dizem respeito à questão de isolamento social, uma possível decretação de atitudes mais severas, visando o controle, já que nós podemos perceber que a partir desse mês os números começam a aumentar”, afirmou


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