Cuiabá, 26 de Maio de 2024

SAÚDE E BEM ESTAR Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017, 17:04 - A | A

24 de Fevereiro de 2017, 17h:04 - A | A

SAÚDE E BEM ESTAR / RESSACA

Ressaca não se cura com outra, alertam especialistas

Cardiologista e nutricionistas dão dicas de como se recuperar de problemas causados pelo excesso no consumo de bebidas alcoólicas durante e após a folia do Carnaval

Caroline Devidé / Treicy Keller - CDN Comunicação



ressaca

 

Carnaval é tempo de festejar e algo comum é exagerar no consumo de bebidas alcoólicas nesses dias de festa. Apesar de ser uma droga lícita, ou seja, de venda permitida e regulamentada no Brasil, o álcool é uma substância tóxica para nosso organismo e pode causar muitos problemas de saúde em curto, médio e longo prazos.

 

A cardiologista Sílvia Souza, do Hapvida Saúde, explica que, a curto prazo, o consumo de bebida alcoólica pode provocar tontura; dormência nos pontos extremos do corpo, como os dedos das mãos e dos pés; além de sonolência e fadiga muscular. O álcool também atinge rapidamente a corrente sanguínea e atinge o sistema nervoso central, por isso, a pessoa tende a ficar descontrolada e perde a percepção do ambiente em que está inserida.

 

Já a médio e longo prazos, o consumo dessas bebidas afeta o sistema nervoso, com chances de causar dependência alcoólica, e causa problemas no sistema digestivo, pois pode levar a problemas no fígado, no estômago e nos rins. “Bebidas alcoólicas são diuréticas, ou seja, à medida que entra no organismo, provoca a liberação de água, o que pode levar à desidratação”, alerta a médica. Sílvia também lembra que vários tipos de cânceres podem surgir em função do consumo frequente de álcool.

 

Ressaca – Após o consumo de álcool, é normal que algumas pessoas reclamem de sintomas como dor de cabeça, vertigem e ânsia de vômito. Esse conjunto de sinais é chamado de ressaca. Se houver exageros na dose e na mistura de bebidas alcóolicas durante o Carnaval, a dica da nutricionista Marília Araújo, também do Hapvida Saúde, é ingerir bastante água, já que a maioria das bebidas alcoólicas é, também, diurética. “Sem água, o organismo não funciona direito e o cérebro é obrigado a se esforçar muito mais para executar comandos simples, como caminhar, por exemplo”, explica a especialista.

 

O nutricionista Igor Oliveira concorda: “Já que o folião não vai se alimentar adequadamente ou, muito provável, vai pular alguma refeição, o maior cuidado é com a hidratação. Quando se ingere bebida alcoólica, o corpo precisa jogar o álcool para fora e ele usa água para fazer isso. A água é o nosso solvente universal, se ela é usada para jogar o álcool para fora, então temos uma maior eliminação de água no corpo e, consequentemente, vem a desidratação. Por isso, a recomendação é ingerir bastante água”, explica Oliveira.

 

E quem bebe sem se alimentar, corre um risco maior ao abusar do álcool ou isso é um mito? Para Oliveira, há, sim, esta relação. “Uma parte do álcool é absorvida logo no estômago, então se o folião está com o estômago cheio ou tem algum alimento ali, e mistura com bebida alcoólica, essa absolvição vai ser um pouco retardada. Por isso, para quem está bebendo, é interessante que ingira essa bebida alcoólica, consumindo alimentos, de preferência naturais, como a fruta que é fácil de levar para qualquer lugar”, enfatiza o especialista do Hapvida Saúde.

 

Para se recuperar de uma ressaca, o ideal é comer alimentos ricos em potássio, como a banana, pois esse nutriente é fundamental e a falta dele leva a problemas musculares e no sistema nervoso. Apesar da tontura, é preciso vencer o enjoo e comer bem, tanto alimentos salgados quanto doces. “As frutas são ótimas opções porque são ricas em frutose, que acelera o processamento do álcool pelo corpo e repõe a energia”, afirma Marília.

 

Sobre o Hapvida – Com 3,3 milhões de beneficiários, o Hapvida hoje se posiciona como a maior operadora de saúde do Norte e Nordeste. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente, são mais de 15 mil colaboradores diretos envolvidos na operação de 21 hospitais, 71 clínicas médicas, 18 unidades de prontos atendimentos, 66 unidades de diagnóstico por imagem e 58 postos de coleta laboratorial distribuídos em 11 estados onde a operadora atua com rede própria.

 

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