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POLÍCIA Sábado, 22 de Abril de 2017, 13:44 - A | A

22 de Abril de 2017, 13h:44 - A | A

POLÍCIA / CASO DE VILA RICA

Delegado diz se concentrar em identificar "curador" de grupo que jovem participava

Por Suelen Alencar/ Única News



(Crédito: Reprodução)

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O delegado do município de Vila Rica (1.259 km a Nordeste), Gutemberg de Lucena Almeida informou que os trabalhos de investigação quanto ao inquérito instaurado para investigar a morte da jovem de 16 anos, Maria de Fátima se concentram na identificação do curador do jogo que a menor participava em um grupo na rede social.

 

O caso é o único relacionada ao jogo virtual, Baleia Azul, confirmado até o momento pela Polícia Judiciária Civil. O inquérito policial foi instaurado pelo delegado Andre Rigonato que iniciou as investigações, mas agora o delegado titular Gutemberg Lucena assumiu as investigações na última semana. 

 

Ao site Única News o delegado informou que as investigações apontam que a morte da adolescente aponta indícios de que teria relação com o jogo "Desafio da Baleia Azul".

 

"Foram ouvidas testemunhas que indicaram mudança no comportamento da adolescente que estava se tornando mais retraída. Há fortes elementos que indicam que a morte foi induzida conforme regras do desafio. A Polícia Civil agora prossegue as investigações, contudo algumas informações devem ser preservadas pra não causar prejuízo ao que esta sendo investigado",explicou.

 

Segundo o delegado, existem outros casos, de aliciamento de adolescentes para o desafio, razão pela qual também tem sido fortalecida uma rede integrada de ações preventivas junto a segmentos sociais e sobretudo escolas para conscientização e orientação de pais, jovens e profissionais que lidam com crianças e adolescentes. Questionando se a polícia já tinha conhecimento da quantidade de grupos, Gutemberg esclareceu que "existe sim vários grupos, mas ainda não vamos passar as informações, até mesmo para não prejudicar na identificação dos suspeitos",pontuou. 

 

Sobre o resultado do laudo que apontará a causa da morte da jovem, o delegado informou que até a última quinta-feira (20) o resultado ainda não tinha saido, mas afirmou que havia sinais de lesões do corpo da jovem. 

 

(Foto: PM/Divulgação)

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A Polícia Judiciária Civil informou no último dia 20 algunas casos supeitos de jovens envolvidosno desafio online. Em Tapurah (433 km a Médio-Norte), a Polícia Civil apura um caso suspeito de estar ligado ao jogo virtual. Na última quarta-feira (19), a mãe de uma criança de 10 anos foi orientada pelo Conselho Tutelar a procurar a Polícia para comunicar que a filha de 10 anos estava com os braços lesionado, nervosa e desorientada. A mãe também relatou que fez buscas no celular e constatou que a menina tinha apagado as mensagens de conversas no aplicativo WhatsApp.

 

O delegado da Polícia Civil da cidade, Walter de Melo Fonseca Junior, informou que foi instaurado inquérito policial para apurar possível instigação ao suicídio. O celular da menor será encaminhado para Gecat, a fim de extrair imagens e conversas.  A menina também foi levada para exame de corpo delito e encaminhada ao Centro de Referência e Assistência Social (Cras) para apoio psicológico. “É o único caso com suspeita”, afirmou o delegado.

 

Orientação


As orientações da PJC são voltadas aos pais, que devem estar atentos aos filhos enquanto estão nas redes sociais. Os responsáveis precisam monitorar o que os filhos fazem e saber com quem falam, principalmente, na madrugada. Caso percebam alguma mudança no comportamento dos filhos, procurem ajuda psicológica.

 

“Orientar, conversar são as melhores formas de educar. Há muitas coisas circulando na internet e algumas brincadeiras danosas”, disse o delegado de Vila Rica, Gutemberg de Lucena Almeida. 

 

GECAT


A GECAT é uma gerência ligada à Coordenadoria de Inteligência Tecnológica, da Diretoria de Inteligência, que atua no assessoramento às Delegacias da Polícia Judiciária Civil, que preside investigações complexas que envolvem o uso da tecnologia de ponta ou a utilização de recursos tecnológicos, mais especificadamente, a internet. São os chamados popularmente “crimes virtuais”, bem reais na verdade. (Com informações do PJC)

 

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