Cuiabá, 15 de Junho de 2024

POLÍTICA NACIONAL Domingo, 14 de Abril de 2024, 09:00 - A | A

14 de Abril de 2024, 09h:00 - A | A

POLÍTICA NACIONAL / PROJETO POLÊMICO

Senadores começam votação da PEC das Drogas nesta semana

Há previsão de debate na segunda-feira (15) e votação em primeiro turno na terça-feira (16); expectativa é pela aprovação

Bruna Lima
do Portal R7 Brasília



Líderes do Senado Federal decidiram nesta quinta-feira (11) incluir na pauta do plenário da próxima semana a análise da PEC (proposta de emenda à Constituição) das Drogas. A ideia é realizar uma última sessão de debate na segunda-feira (15) e partir para a votação em primeiro turno na terça-feira (16). O tema está pacificado entre a maioria dos senadores e, por isso, a expectativa é pela aprovação.

Não houve acordo para uma possível quebra de interstício, ou seja, quando há uma aceleração da tramitação da proposta. Pela regra, caso a PEC seja aprovada, ainda será necessário realizar mais três sessões de discussão antes da votação em segundo turno. Para ser aprovada, a PEC precisa do apoio de pelo menos dois terços dos senadores em ambas as votações, o que equivale a 54 votos. Se passar, o texto será enviado à Câmara dos Deputados.

A PEC adiciona ao artigo 5º da Constituição um trecho que afirma que “a lei considerará crime a posse e o porte, independentemente da quantidade, de entorpecentes e drogas afins sem autorização”. Na prática, a proposta mantém o entendimento do que já diz a Lei de Drogas.

Não há a especificação de quantidade de droga que distingue um usuário de um traficante, deixando nas mãos do Poder Judiciário e das autoridades policiais a decisão, conforme as provas colhidas caso a caso. Segundo o senador Efraim Filho (União-PB), relator da matéria, não há previsão em mexer no texto para estabelecer essa quantidade. “O entendimento do Senado é que o critério meramente quantitativo não é capaz de fazer essa diferenciação [entre usuário e traficante] porque geraria outros problemas”, alegou Efraim.

O relator também se posicionou contra a vertente do STF (Supremo Tribunal Federal) que avalia descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal. “A tese do Supremo é uma descriminalização abaixo de certa quantidade. O Senado não concorda. Entende que a opinião pública não quer e o Estado brasileiro não está pronto, porque os equipamentos de saúde não suportariam a explosão de dependência química, consequência natural da liberação do consumo.”

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