Cuiabá, 25 de Novembro de 2020

POLÍCIA
Terça-feira, 20 de Outubro de 2020, 15h:39

POR VIDEOCONFERÊNCIA

Julgamento pela morte de Isabele começa nesta terça-feira, 20

Elloise Guedes
Única News

Fantástico

Uma nova audiência no julgamento pela morte de Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, está sendo realizada na tarde desta terça-feira (20), pela juíza da 2ª Vara de Infância e Juventude de Cuiabá, Cristiane Padim. A autora do crime, B.O.C., de 15 anos, que responde em liberdade por ato infracional análogo a homicídio doloso, participa das oitivas, que acontecem por videoconferência.

Nessa audiência de continuação – em que são ouvidas todas as pessoas arroladas ao processo – o juízo reúne testemunhas de defesa e acusação para relembrar o que realmente aconteceu no dia 12 de julho. O Ministério Público do Estado (MP-MT) e as defesas também vão apresentar suas peças, pedindo pela condenação ou absolvição da menor acusada.

Ainda não há uma data para que a ré seja sentenciada. No dia 10 de setembro, o MP protocolou representação pedindo a internação da menor, que atirou no rosto de Isabele. No dia 15 do mesmo mês, a adolescente foi levada para o Centro de Ressocialização Menina Moça e passou a noite na unidade. No entanto, foi liberada no dia seguinte, após a defesa garantir habeas corpus.

Na primeira audiência, a de apresentação, que foi realizada no dia 23 de setembro, a acusada se manteve em silêncio. Não há muitos detalhes do processo, pois corre em sigilo por envolver menores.

O inquérito policial que investigou morte de Isabele foi concluído após 50 dias. Além da acusada, o pai dela, Marcelo Cestari, a mãe, o namorado e o sogro também foram indiciados.

Entenda o caso

Isabele foi morta na noite de 12 de julho, na casa da amiga B.O.C., hoje com 15 anos, com um tiro que transfixou sua cabeça, entrando pelo nariz e saindo na nuca. A menina tinha passado o dia todo na casa da família Cestari, com a amiga, os pais dela e seus irmãos e os namorados de duas delas. Isabele morreu por volta das 22h.

B. alegou tiro acidental. Disse que tinha ido atrás de Isabele em um banheiro, com um case contendo duas armas nas mãos. Esse case teria caído e, ao se levantar, perdeu o equilíbrio e atirou sem querer na amiga. No entanto, a Polícia Civil descartou essa versão e a menina vai responder por crime análogo à homicídio doloso – quando há intenção de matar.


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